Os votos de Dino e Moraes em julgamento do STF sobre a dívida de Minas

Ministros já se manifestaram no plenário virtual, que analisa uma das liminares que manteve suspensas as parcelas do débito
Foto mostra a entrada do STF
Julgamento virtual sobre referendo a decisão que trata da dívida de Minas vai até a sexta-feira (23). Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já depositaram, no plenário virtual, votos no julgamento que analisa a liminar do vice-presidente da Corte, Edson Fachin, para estender a decisão que suspende as parcelas da dívida de Minas Gerais com a União. Flávio Dino e Alexandre de Moraes votaram com Fachin e referendaram a liminar que prorrogou a carência do débito até 1° de agosto deste ano.

Depois da decisão de Fachin, o ministro Kassio Nunes Marques estendeu, até 28 de agosto, a liminar que suspende o passivo. Essa decisão será analisada exatamente no dia 28, quando o mérito da interrupção dos pagamentos será julgado.

O julgamento virtual sobre a liminar de Fachin acontecerá até a sexta-feira (23). A dívida de Minas com a União está em cerca de R$ 165 bilhões. A necessidade de o estado pagar as parcelas do passivo está suspensa desde o final de 2018. De lá para cá, o STF tem concedido sucessivas liminares que, na prática, estendem a carência do saldo devedor.

No início deste mês, o governador Romeu Zema (Novo) sinalizou, ao governo federal, a intenção de  retomar os pagamentos a partir de 1° de outubro.

A ideia do Palácio Tiradentes é voltar a pagar as parcelas como se o estado tivesse aderido ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). O pedido foi feito ao Supremo. Caso o STF homologue a entrada de Minas no RRF, um prazo de 60 dias passa a contar para o início do pagamento da dívida. Por isso, a menção a 1° de outubro. Se houver a homologação, não seria preciso, por exemplo, aprovar, na Assembleia Legislativa, o projeto que estabelece um teto de gastos públicos para o estado.

Outro pedido é para que a homologação do RRF não atrapalhe uma eventual — e provável — migração para o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), aprovado pelo Senado Federal nesta semana. O texto tem a federalização de ativos dos governos locais como pilar para o refinanciamento das dívidas dos estados.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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