Aliados próximos do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) até ficaram animados com a rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), nessa dessa quarta-feira (29), e com possibilidade do nome do ex-presidente do Congresso voltar a ganhar força para a vaga. No entanto, o cenário, segundo quem conversou com Pacheco, não é bem assim na prática.
Pelo que O Fator apurou, diferentemente do que aconteceu no final de 2025, após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, Pacheco não irá fazer nova movimentação e articulação por uma indicação ao Supremo. A avaliação dos interlocutores que conversaram com o parlamentar e com pessoas próximas a ele é de que o senador ainda está ressentido por ter sido preterido por Messias no ano passado.
O entendimento é de que não vale a pena, institucionalmente, fazer uma nova investida, que gera desgastes políticos e, claro, emocionais.
Apesar disso, há um entendimento de que se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) optar por tentar reconstruir a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), escolher Pacheco pode ser uma saída viável. Alcolumbre, é bom lembrar, era o principal “cabo eleitoral” do congressista mineiro na busca pela indicação ao STF, e foi o principal arquiteto da derrota de Messias no plenário.
Somando todos os cenários, a aposta mais recorrente entre políticos em Brasília é que Lula deixará para refazer a indicação somente depois das eleições.