O Banco Safra acredita que a oferta subsequente de ações para a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) será lançada “antes do fim do segundo trimestre” deste ano. A expectativa consta em análise divulgada a investidores após a empresa publicar, na quinta-feira (23), o arcabouço documental referente à etapa prévia da desestatização.
De acordo com o banco, a disponibilização do material “reforça a percepção de que a privatização da Copasa (CSMG3) se tornou mais provável”. Além do manual com as regras destinadas a interessados em participar da etapa prévia, foram colocados à disposição dos investidores o modelo do acordo de acionistas, um termo de não concorrência e a cláusula de restrição à transferência de papéis.
“Se a privatização se confirmar, o Safra avalia que o preço-alvo da Copasa pode subir para R$ 80, sustentado por ganhos adicionais de eficiência, maior reembolso de investimentos e redução na taxa de desconto”, pontuou.
Já o Itaú BBA, onde o preço-alvo dos títulos da Copasa está em R$ 55,94, renovou a recomendação para a aquisição de ações.
“Com a publicação das diretrizes para a seleção de investidores estratégicos, vemos a Copasa chegando às etapas finais do processo de privatização”, escreveu o analista Filipe Andrade.
O que diz o material?
Os documentos da etapa prévia à privatização estabelecem regras como a necessidade de apresentação de uma carta de fiança de R$ 7 bilhões por parte de grupos que consideram assumir a função de investidor de referência da Copasa, que ficará com a fatia majoritária do capital acionário.
O modelo de privatização desenhado pelo Executivo estadual prevê, como caminho prioritário, a entrega de 30% dos 50,03% detidos pelo poder público ao já citado parceiro de de referência. Outros 15% serão disponibilizados para disputa fracionada no mercado, com o Palácio Tiradentes mantendo 5%.
Além da fiança, o possível investidor estratégico terá de comprovar trajetória com R$ 6,3 bilhões em aportes prévios no setor de infraestrutura. A chamada “Declaração de Histórico de Atuação” abrange, além do saneamento, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, mobilidade urbana e energia (geração, transmissão ou distribuição de energia elétrica, óleo e gás natural).
