PSDB vai ao STF para reverter perda do mandato de deputado mineiro

Glaycon Franco foi condenado por infidelidade partidária ao trocar o PV pelos tucanos em março deste ano
Glaycon Franco de terno e gravata
PSDB cita caso de Glaycon Franco em ADPF apresentada ao STF. Foto: reprodução/Facebook.

O PSDB entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter a perda do mandato do então deputado federal mineiro Glaycon Franco. O ex-parlamentar perdeu sua cadeira no último dia 15, após a Câmara oficializar decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o condenou por infidelidade partidária. 

A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes. Em primeiro despacho, ele não analisou o mérito da questão, mas deu 10 dias para que a Câmara dos Deputados e o TSE prestem informações ao STF para julgar o caso.

Após esse período, Moraes deu mais cinco dias para que a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem. 

Por que Glaycon Franco perdeu o mandato?

A ministra Estela Aranha, do TSE, determinou a perda do mandato de Glaycon Franco por entender que a justa causa para troca de legenda, mesmo durante a janela partidária, não se estende aos suplentes. O pedido partiu do PV, antiga agremiação de Franco.

Em março, antes de assumir a cadeira antes ocupada pelo atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Odair Cunha, Glaycon Franco deixou o quadro dos verdes para representar o PSDB. A nomeação para a Câmara saiu somente em maio, após a troca.

Na ADPF apresentada ao STF, os tucanos alegam que o suplente diplomado tem os mesmos direitos do parlamentar com mandato. Portanto, na versão do PSDB, Franco poderia mudar de legenda durante a janela partidária sem perder a suplência. 

“Embora não seja parlamentar em exercício antes da posse, sua situação não se confundiria com mera expectativa comum, uma vez que decorre diretamente do resultado das urnas, é formalizada pela diplomação e o insere na ordem de sucessão do mandato proporcional”, argumentou o PSDB.

“A interpretação questionada cria tratamento desigual entre o parlamentar já empossado e o suplente diplomado”, completou o partido.

A legenda tucana também argumentou que há “risco concreto” por conta da declaração de perda do mandato de Glaycon Franco por conta das “consequências políticas, representativas e institucionais de difícil reversão”.

O próximo da fila

O imbróglio abriu espaço para que Gilmar Machado (PT) seja convocado pela Câmara para assumir a cadeira vaga na reta final da legislatura, que se encerra no fim do ano.

Repórter de bastidores e orientado por dados de O Fator em Belo Horizonte, onde cobre política e mercado. Também é professor da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas, onde leciona disciplina ligada ao jornalismo de dados. Trabalhou por sete anos no jornal Estado de Minas, onde foi repórter e coordenador de jornalismo de dados. Também trabalhou no caderno de política do jornal O TEMPO por dois anos. É master em Jornalismo de Dados, Automação e Data Storytelling pelo Insper.

Leia também:

Para Patrus, passar de ano na escola é só um detalhe

Justiça agenda julgamento de embargos de Adauto e Muniz contra indeferimento de candidaturas

O tucano que se equilibra entre as campanhas de Kalil e Gabriel

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse