A ex-deputada federal Áurea Carolina (Psol) será candidata ao Senado na chapa encabeçada por Patrus Ananias (PT). A decisão foi tomada em uma reunião realizada na noite de terça-feira (4) e confirmada na manhã desta quarta-feira (5), encerrando um dos principais impasses na montagem da chapa majoritária da esquerda em Minas.
Pelo que O Fator apurou, a definição foi resultado da pressão da federação Psol-Rede, que tratava a presença de Áurea na chapa majoritária como prioridade nas negociações. O entendimento prevaleceu entre os partidos e alterou o desenho que vinha sendo discutido até então.
Com a decisão, Áurea ocupará a segunda vaga ao Senado, espaço que, nos bastidores, era tratado como destinado ao ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares (PSB).
O PT ainda aguarda uma resposta do PSB sobre o espaço de vice de Patrus. Os petistas desejam contar com Jarbas Soares, mas tanto o ex-procurador-geral quanto o PSB estadual não quer a vaga. O PSB ainda discute a possibilidade de apoiar Alexandre Kalil (PDT), Mateus Simões (PSD) ou até mesmo lançar Jarbas ao Senado em uma chapa isolada, somente com a candidatura à Casa Alta do Congresso.
A escolha, porém, não ocorreu sem resistência. Interlocutores das negociações afirmam que Marília Campos nunca escondeu o desconforto com a possibilidade de dividir a chapa com Áurea. A avaliação de aliados da ex-prefeita de Contagem era de que as duas disputariam um eleitorado semelhante dentro da esquerda, reduzindo as chances de ambas conquistarem uma das duas vagas ao Senado.
Ainda assim, Marília não interferiu na definição. Segundo apurou O Fator, durante as negociações que garantiram sua candidatura ao Senado, ficou acertado que a escolha da segunda vaga caberia à direção do PT. Com isso, a ex-prefeita acompanhou a decisão do partido, apesar das divergências.