A reunião entre o senador Cleitinho Azevedo e o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, para decidir sobre uma eventual candidatura do parlamentar ao governo de Minas Gerais terminou sem definição. O encontro ocorreu nessa quinta-feira (30). A assessoria de comunicação de Cleitinho afirmou que uma nova rodada de debates foi agendada para este sábado (1°).
Luís Eduardo Falcão, ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e nome desejado por Cleitinho para concorrer a vice-governador, confirmou à reportagem que ainda não houve desfecho para o impasse. Ele também participou da conversa com Pereira. De acordo com a equipe do congressista, o encontro durou cerca de cinco horas.
Na quarta-feira (29), o cacique nacional do Republicanos e o presidente do diretório mineiro do partido, o deputado federal Euclydes Pettersen, emitiram nota afirmando que Cleitinho não seria candidato ao Executivo estadual. No texto, eles criticam a demora do parlamentar em bater o martelo sobre o tema.
Segundo a nota, o Republicanos sempre esteve pronto para apoiar um eventual projeto encabeçado pelo senador, ao passo que a candidatura “nunca foi assumida por quem deveria liderá-la”.
Horas depois, Cleitinho convocou uma coletiva em Divinópolis, no Centro-Oeste do estado, e falou abertamente pela primeira vez sobre a intenção de concorrer. Ele afirmou que tentaria convencer Pereira a mudar de ideia.
“Vamos tentar conversar com ele de todo jeito amanhã (ontem) para tocar o coração dele”, projetou.
Cleitinho e Falcão foram ao interior de São Paulo a fim de dialogar com Pereira. Antes da divulgação da nota, o presidente nacional disse ao jornal O Globo que considerava que o correligionário havia perdido o timing para disputar o governo estadual. O senador aproveitou a entrevista para discordar da avaliação.
“Não é só eu que quero ser candidato. Quase 50% da população quer que eu venha candidato. As pesquisas mostram isso”, disse.
Aro no páreo
Para um cenário sem Cleitinho, o Republicanos passou a mirar uma aliança com o ex-secretário de Estado de Governo de Minas, Marcelo Aro, do PP, em uma aliança que incluiria também o União Brasil e o PL.
Nessa quinta-feira, Aro comunicou ao governador Mateus Simões (PSD), que concorrerá à reeleição, o desembarque de seu grupo dos cargos que ocupavam no Palácio Tiradentes. Ex-chefe das pastas de Governo e Casa Civil, Aro concorreria ao Senado Federal na chapa de Simões, mas demonstrou contrariedade com a possibilidade de dividir palanque com o senador pessedista Carlos Viana, com quem possui dissonâncias, e passou a ser estimulado por aliados a estruturar uma campanha ao governo.