TJMG define rumos de câmaras especializadas de Direito Empresarial e violência contra a mulher

À época das deliberações, apenas as câmaras especializadas em Direito de Família foram mantidas
A deliberação ocorreu em sessão presencial na sede do TJMG, em Belo Horizonte. Foto: Juarez Rodrigues / TJMG

O Pleno do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) definiu o destino dos processos e da estrutura das câmaras especializadas em Direito Empresarial e em Direito Criminal voltada à Violência Doméstica contra a Mulher e Execução Penal, extintas por decisão colegiada em 16 de junho. Não haverá redistribuição de ações já existentes. Os novos casos serão encaminhados às varas competentes.

A deliberação ocorreu na última segunda-feira, 4 de agosto, durante sessão presencial na sede do TJMG, em Belo Horizonte.

A 9ª Câmara Criminal, antes dedicada a casos relacionados à Lei Maria da Penha e a atos infracionais previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, passará a atuar exclusivamente com matéria criminal.

Já a 21ª Câmara Cível, que atualmente julga matérias de Direito Empresarial, Registro Público e Direito Previdenciário, passará a se dedicar a casos de Direito Privado Residual.

A partir de 18 de agosto, as duas câmaras passarão a integrar a distribuição uniforme de processos, com o objetivo de evitar a sobrecarga das unidades judiciárias.

Encerramento

Em 16 de junho, os desembargadores rejeitaram a manutenção da especialização da 16ª e da 21ª Câmaras Cíveis, que atuavam exclusivamente em demandas de Direito Empresarial e matérias correlatas, como registros públicos e ações previdenciárias com participação do INSS. A decisão foi aprovada por 92 votos contra 39.

A especialização da 9ª Câmara Criminal, voltada à Lei Maria da Penha e a atos infracionais previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, também foi rejeitada, por 96 votos a 36.

À época, apenas as câmaras especializadas em Direito de Família foram mantidas, com 77 votos favoráveis e 51 contrários. Assim, ações de guarda, alimentos, adoção, curatela, sucessão e indenizações decorrentes de relações familiares seguem sendo analisadas por equipe especializada.

Debate

A continuidade das câmaras especializadas foi alvo de intenso debate no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Minas Gerais (OAB-MG) se posicionou favoravelmente à manutenção das especializações.

Tatiana Moraes é jornalista especialista em comunicação estratégica, com MBAs em Gestão de Negócios e Comunicação Eleitoral e Marketing Político. Foi repórter dos jornais Hoje em Dia e Diário do Comércio e atuou como diretora de Comunicação da AMM e assessora-chefe de Comunicação da Secretaria de Estado de Governo (Segov).

Leia também:

Delegado que chefiou inquérito do atentado a Bolsonaro em Juiz de Fora perde ação contra a Jovem Pan após matérias sobre vínculo com o PT

Edinho terá reunião com Josué Gomes, mas ala do PT defende candidatura própria ao governo de Minas

TJDFT derruba decisão que mandou Flávio Bolsonaro apagar posts que chamavam PT de ‘Partido dos Traficantes’

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse