Vereadora do Psol emplaca indicada na Fundação de Cultura de BH

Prefeito Álvaro Damião (União Brasil) nomeou a gestora cultural Bárbara Bof para o comando da autarquia
Barbara Bof e Cida Falabella
Bárbara Bof, indicada por Cida Falabella, vai presidir a FMC. Foto: Reprodução

A gestora cultural Bárbara Bof é a nova presidente da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte (FMC). A nomeação de Bof para o posto consta na edição desta quinta-feira (3) do Diário Oficial do Município (DOM). Pelo que O Fator apurou, a escolha partiu de uma indicação da vereadora Cida Falabella (Psol).

O também gestor cultural Gustavo Bones foi escolhido para a vice-presidência da FMC. Bones já atuou como assessor parlamentar do gabinete coletivo do Psol na Câmara de BH.

A presidência da FMC também era alvo do deputado federal Reginaldo Lopes (PT). O parlamentar chegou a indicar para o cargo a empreendedora Luana de Souza, primeira suplente na chapa que concorreu à Câmara Municipal pela federação formada por PT, PCdoB e PV. Luana, contudo, acabou nomeada subsecretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos.

À reportagem, Cida Falabella disse ter sido chamada pelo prefeito Álvaro Damião (União Brasil) para “colaborar com ideias” para a FMC.

“Mantendo meu compromisso histórico com o avanço das políticas públicas para a garantia dos direitos culturais, eu lhe disse que era fundamental dar continuidade às políticas históricas da cidade e que a FMC trabalhe totalmente alinhada à Secretaria Municipal de Cultura, sem disputas por protagonismo ou conflitos políticos de outras naturezas. Fico feliz que ele tenha chegado a esse desenho. Que façam um excelente trabalho”, disse.

Houve, ainda, nomeação para a chefia de gabinete da Fundação. A escolhida foi Camila Goulart, servidora de carreira do setor cultural do Executivo municipal.

A autarquia vinha sendo interinamente presidida por Eliane Parreiras, secretária municipal de Cultura. Ela assumiu a liderança da FMC em abril, após Bernardo Correia, ex-ocupante do cargo, ser deslocado para a secretaria adjunta da pasta de Esportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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