16 de maio: dia dos queijos artesanais de Minas Gerais

Uma data que reconhece oficialmente a importância desse patrimônio para o nosso estado
Queijo cortado em dois
Foto: Dirceu Aurélio/Imprensa MG

Os queijos artesanais de Minas Gerais são muito mais do que um alimento: representam história, identidade cultural e o sustento de milhares de famílias que mantêm viva uma tradição centenária.

No dia 16 de maio, celebramos o Dia dos Queijos Artesanais de Minas Gerais — uma data que reconhece oficialmente a importância desse patrimônio para o nosso estado.

Como árduo defensor dos produtores e do queijo mineiro, sinto orgulho de ter sido o autor do projeto que deu origem a Lei 20.549/2012, que entre outras coisas ampliou o escopo da Lei 14.185/2022 para abranger todos os queijos artesanais de Minas Gerais, não apenas o tradicional QMA e que criou um marco regulatório para sua produção e comercialização. 

A Lei 20.549/2012 transformou o queijo artesanal mineiro de uma atividade parcialmente marginalizada em um setor estruturado, competitivo e reconhecido nacional e internacionalmente.

E os números comprovam essa relevância. Em 2025, a produção de queijos pela agroindústria familiar mineira alcançou cerca de 43 mil toneladas, sendo aproximadamente 32,1 mil toneladas de queijos artesanais — o equivalente a cerca de 74,6% de toda a produção do setor. Esse volume expressivo é resultado do trabalho de cerca de 8,8 mil produtores familiares regularizados que se  dedicam aos queijos artesanais, dentro de um universo de aproximadamente 12.500 empreendimentos rurais no estado.

Esses dados reforçam o papel estratégico do queijo artesanal na economia mineira. A atividade gera renda, promove a permanência das famílias no campo e movimenta economias locais em centenas de municípios, fortalecendo a agricultura familiar e preservando modos de vida tradicionais.

Além da importância econômica, os queijos artesanais mineiros conquistaram reconhecimento internacional. Os modos de fazer o Queijo Minas Artesanal foram reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, consolidando Minas Gerais como referência mundial em tradição e qualidade.

Valorizar o queijo artesanal é valorizar quem produz, preservar nossa cultura e fortalecer uma cadeia produtiva que é orgulho de Minas e do Brasil.

Com uma carreira dedicada ao desenvolvimento regional e à inovação legislativa em Minas Gerais, foi prefeito de Jacuí por três mandatos, presidiu entidades rurais e ambientais, e atuou como assessor político em diferentes esferas. Atualmente, exerce seu sexto mandato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde já foi 1º-vice-presidente e presidiu comissões estratégicas, como a de agropecuária e agroindústria por três vezes, sendo autor de leis de grande impacto, como a criação da Delegacia Rural, o Marco Legal das Startups, o novo Código Florestal Mineiro, a Lei do Queijo Minas Artesanal, entre outras voltadas à sustentabilidade, agricultura familiar e modernização de políticas públicas. Sua atuação política é reconhecida especialmente nas regiões Sudoeste, Sul e Centro-Oeste do Estado.

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