Coordenador da campanha à reeleição do senador Carlos Viana (PSD), o também pessedista Toninho Andrada, que presidiu o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), resolveu embarcar na campanha de Augusto Cury (Avante) à Presidência da República. Até aqui, Andrada, que nasceu no Rio de Janeiro (RJ), mas é mineiro em termos de atuação política, vinha apoiando o correligionário Ronaldo Caiado.
O endosso a Cury foi estimulado pelo ex-deputado federal Júlio Delgado, candidato a vice-presidente na chapa do Avante. Ele mantém boa relação com Andrada, com quem formou dobradinha em eleições legislativas no início dos anos 2000.
A O Fator, Andrada diz ter tomado a decisão por entender que Cury é, no momento, o candidato com maior capacidade de furar a polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
“Se essa terceira via tem alguma chance, é com ele”, opina, em menção às pesquisas que detectaram expressivo salto nas intenções de voto do psiquiatra, que marcou entre 10% e 11% em cenários divulgados nesta semana por Nexus/BTG e Real Time Big Data.
Apesar da mudança de posição do coordenador, Viana segue como componente do palanque de Caiado em Minas.
“Eles (Cury e Caiado) são muito próximos ideologicamente. Cury até brincou que iria colocar Caiado como ministro da Segurança”, pontua Andrada, em menção à ideia do escritor de ter o ex-governador goiano como “xerife do Brasil”.