Apesar de o anúncio do convite feito pelo senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) para ser seu candidato a vice-governador de Minas Gerais em 2026 ter repercutido mais, uma outra informação divulgada pelo ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), Gabriel Azevedo (MDB), nesta terça-feira (29), foi considerada mais relevante por interlocutores do mundo político.
Pelas redes sociais, Gabriel afirmou ter sido chamado para coordenar a pré-campanha do deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos) ao Senado Federal. Na avaliação de experientes atores da política mineira, as duas informações muito provavelmente estão ligadas.
Para eles, a construção de uma candidatura de Cleitinho Azevedo ao governo de Minas interessa, neste momento, mais ao partido e a Euclydes, presidente da legenda no estado, do que demonstra ser exatamente uma articulação política para valer para o ano que vem.
Euclydes tenta, há meses, viabilizar seu nome como candidato ao Senado em uma chapa majoritária. A pré-candidatura de Cleitinho, nesse contexto, poderia ser utilizada para ajudar o deputado federal nas negociações eleitorais – assim, se um concorrente do Republicanos ao Senado se encaixar em uma chapa, Cleitinho não poderia disputar o Palácio Tiradentes.
A estratégia interessaria, por exemplo, a campanha do vice-governador Mateus Simões (Novo), que pretende evitar que o senador dispute a eleição e divida parte dos votos do eleitorado de direita no estado.
A propósito, como já mostrou O Fator, lideranças políticas de oposição ao governo Romeu Zema (Novo) tentam convencer o Republicanos a, de fato, lançar Cleitinho para tumultuar o mapa eleitoral de Mateus Simões.