O valor da primeira parcela paga por Minas no Propag

Governo do estado já encaminhou, à União, prestação que abre refinanciamento com previsão de durar 30 anos
Romeu Zema e Lula
Governo federal e Minas Gerais costuraram acordo por repactuação fiscal. Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

O governo de Minas Gerais enviou, à União, a primeira parcela do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). A prestação, de R$ 102 milhões, foi depositada nessa quinta-feira (15).

O acordo de refinanciamento do débito do estado junto ao governo federal, fechado em 31 de dezembro, prevê o pagamento de mais 359 parcelas mensais, que correspondem a 30 anos.

A dívida confessada de Minas é de R$ 179,3 bilhões. Neste primeiro ano de participação no Propag, o estado só pagará 20% do valor que, originalmente, teria de quitar a cada mês. Em 2027, o percentual aumentará para 40% do montante original das prestações.

O crescimento de 20 pontos percentuais do valor mensal das parcelas seguirá a cada exercício, até atingir 100% no quinto ano de presença no Propag.

O modelo de renegociação permite que o indexador da dívida seja regido apenas pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), sem juros reais, mas condiciona o benefício ao pagamento de 20% do passivo por meio da federalização de ativos. 

Para cumprir a regra, Minas apresentou R$ 35,8 bilhões à União por meio de participações em estatais, recebíveis tributários e imóveis. O Tesouro Nacional ainda não indicou o que aceitará desse pacote, mas permitiu que o estado já fizesse uso da regra que diminui os juros do débito.

Aporte em poupança nacional

A primeira parcela mensal do Propag é, na prática, o segundo desembolso que a gestão de Romeu Zema (Novo) faz para arcar com os compromissos do refinanciamento. Em novembro, o estado aportou R$ 39,6 milhões no Fundo de Equalização Federativa (FEF).

Estados optantes pelo programa precisam fazer injeções financeiras anuais na poupança, criada para compensar unidades federativas em melhor situação fiscal.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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