Queda de braço sobre chapas do PL mineiro caminha para terminar com vitória de Valdemar

Presidente nacional do partido diverge do deputado federal Nikolas Ferreira sobre a estratégia para a montagem das nominatas
Valdemar Costa Neto e Nikolas Ferreira
Valdemar e Nikolas têm opiniões distintas sobre o embarque, no PL, de nomes não tão alinhados ao bolsonarismo. Foto: Beto Barata/PL

Apesar da resistência do deputado federal Nikolas Ferreira, o PL decidiu seguir, em Minas Gerais, a estratégia da direção nacional de aceitar a filiação de nomes não tão alinhados ao bolsonarismo. 

O deputado federal mineiro defendia que as chapas legislativas do partido fossem compostas, majoritariamente, por nomes ideologicamente próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A ala do presidente Valdemar Costa Neto, contudo, tem dado espaço também a nomes de diferentes perfis políticos, incluindo figuras do centro. A ideia é apostar no potencial de alta votação de Nikolas como fator decisivo para impulsionar o desempenho eleitoral da sigla.

Parlamentar mais votado do Brasil em 2022, Nikolas disse, em diferentes ocasiões, ser contrário à abertura do PL para quadros com histórico distante do bolsonarismo.

Apesar do pedido, o partido mantém conversas com nomes como os ex-deputados Aelton Freitas, Bráulio Braz, Fabinho Ramalho e Franco Cartafina.

Nessa terça-feira (17), a legenda filiou a deputada federal Greyce Elias, que deixou o Avante. Também há tratativas com Doutor Frederico e Pedro Aihara, ambos do PRD. Aihara, a propósito, também abriu diálogo com o PP.

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