Dirigentes do PT mineiro acompanham com atenção as conversas entre o senador Rodrigo Pacheco (PSB) e o deputado federal Aécio Neves (PSDB). Nessa segunda-feira (13), durante encontro com a pré-candidata do partido ao Senado Federal, Marília Campos, dirigentes petistas admitiram a possibilidade de ter a ex-prefeita de Contagem dividindo com o tucano o apoio de Pacheco para a Casa Alta do Congresso Nacional.
Nesse cenário, relatam integrantes da cúpula do PT, o PSDB poderia lançar uma chapa independente, tendo Aécio como candidato ao Senado e concorrentes à Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Assim, o endosso dos tucanos a uma eventual candidatura de Pacheco ao governo não dependeria de participação em coligação.
A hipótese abriria brecha para Aécio caminhar com Pacheco sem estar vinculado à campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na semana passada, em entrevista à Jovem Pan, Aécio, que é presidente nacional do PSDB, acenou ao ex-presidente do Congresso Nacional e teceu críticas ao governador Mateus Simões (PSD), que tentará a reeleição. Ao salientar a afinidade com Pacheco, o tucano fez questão de ressaltar a incompatibilidade com Lula.
Apesar de admitirem a possibilidade de aliança informal com Aécio, lideranças do PT ouvidas pela reportagem afirmam que a escalação do palanque de Lula em Minas só será definida próximo ao limite dos prazos eleitorais, em agosto.
Presidente do partido no estado, a deputada estadual Leninha disse à reportagem que não há data para o senador anunciar oficialmente se entrará ou não na corrida pelo Palácio Tiradentes.
“Como bom mineiro que é, o Pacheco saberá a hora de lançar-se na disputa. Nós temos confiança de que ele será o próximo governador de Minas”, afirmou.