“Pablo, você é um vagabundo”. Não acho, não

O fato de o vereador pensar totalmente diferente de mim, não me faria, jamais, adjetivá-lo como vagabundo ou algo assim
pablo almeida
Foto: Denis Dias/CMBH

Eduardo Bolsonaro, o deputado EAD que se mandou para os Estados Unidos, para curtir a vida adoidado, enquanto o pai e um monte de aloprados bolsonaristas puxam uma tranca braba, por causa da trama golpista – liderada justamente pelo clã das rachadinhas e das mansões milionárias -, resolveu tretar, agora, com o vereador de Belo Horizonte, Pablo Almeida (PL), ex-assessor e aliado direto de Nikolas Ferreira.

Dudu Bananinha já havia feito o mesmo com o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos), o ex-governador de Minas, Romeu Zema (Novo) e o deputado federal – a quem chamo de o novo bezerro de ouro da política brasileira – Nikolas Ferreira, também do PL. O bolsokid 03 não suporta a realidade, qual seja, tornou-se inexpressivo e irrelevante, por isso busca os holofotes através de brigas.

Aliás, circulam videos antigos hilários do valente, dizendo que o Brasil seria duramente atingido pelo tarifaço americano, que a Lei Magnitsky iria acabar com Alexandre de Moraes, que Donald Trump jamais iria receber o presidente brasileiro, Lula da Silva, e outras previsões e bravatas que ou jamais se concretizaram ou foram, uma a uma, sendo desfeitas, para a indignação do ex-chapista de fast food.

Eu amos os minions

Eduardo, em vídeo, com aquele linguajar chulo que lhe é peculiar, chamou Pablo de “Vagabundo”. Na boa, não sei e nem vou procurar saber o motivo. A um, que não me interessa. A dois, que se Eduardo está de um lado, estou de outro. A três, que, por mim, essa turma que se engalfinhe. Mas, olha só: Pablo não é vagabundo, não – a despeito de eu não concordar com 99,99% das besteiras que ele diz e acredita.

Conheci o rapaz, recentemente, durante o Congresso da Associação Mineira de Municípios (AMM). Repito: não concordo com 99,99% do que acredita. Mas é gente fina demais! E trabalha muito – ainda que por causas erradas, rs. O fato de pensar totalmente diferente de mim, não me faria, jamais, adjetivá-lo como vagabundo ou algo assim. Burro, talvez. Até porque, nesse aspecto, a recíproca deve ser verdadeira.

Tá defendo bolsominion agora, Ricardo?”. Marromeno! Estou defendendo um jovem político, que se tornou uma liderança em Minas – como o guru dele, Nikolas, que, como “jamais vi mais gordo”, não sei dizer se também é gente fina. Eu tenho a saudável mania de combater ideias, e não pessoas. Pablo pode ser muita coisa, mas vagabundo, não. Até porque, Dudu, está no Brasil, trabalhando, em vez de nos EUA, passeando na Disney, fazendo compras e indo a rodeios com o dinheiro do papai.

Ricardo Kertzman é empresário, e há 8 anos milita no jornalismo profissional. Tem passagens pelo jornal Estado de Minas e Portal UAI, com a coluna Opinião Sem Medo; pela revista e site da IstoÉ; pela Rede 98 e a Rádio Itatiaia, como comentarista do Conversa de Redação. Escreve para a revista Encontro e o portal O Antagonista.

Ricardo Kertzman é empresário, e há 8 anos milita no jornalismo profissional. Tem passagens pelo jornal Estado de Minas e Portal UAI, com a coluna Opinião Sem Medo; pela revista e site da IstoÉ; pela Rede 98 e a Rádio Itatiaia, como comentarista do Conversa de Redação. Escreve para a revista Encontro e o portal O Antagonista.

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