O sinal verde de Flávio Bolsonaro a uma eventual chapa puro-sangue do Republicanos ao governo de Minas Gerais não caiu bem entre lideranças do PL no estado. Flávio deu aval a uma eventual construção do tipo na semana passada, durante conversa com o senador Cleitinho Azevedo. Nesse cenário, o vice do parlamentar seria Luís Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas (Alto Paranaíba) e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM).
Pelo que O Fator apurou, o aval foi mal recebido por integrantes porque integrantes do PL avaliam que a composição reduz o espaço do partido na disputa estadual. Na leitura desses dirigentes, a legenda, por ser hoje a maior sigla do país, não pode assumir papel secundário na eleição ao Palácio Tiradentes.
“O PL não pode ser só um chaveirinho na chapa”, diz um interlocutor.
O movimento de Flávio ocorre em meio às indefinições sobre a candidatura de Cleitinho. O senador tem adiado a decisão sobre disputar o governo, o que, na avaliação de dirigentes partidários, dificulta a formação de alianças e a definição de cenários para 2026.
Segundo aliados de Flávio Bolsonaro, o aval foi dado em um contexto de certa pressão, uma vez que o pré-candidato a presidente da República quer contar com Cleitinho como líder do palanque local.
Pelo que O Fator apurou, Cleitinho pediu pela chapa puro-sangue por “não ter gostado” das indicações de possíveis vice feitas pelo PL: os empresários Flávio Roscoe, Vittorio Medioli e até o deputado federal Zé Vitor.
Há cerca de três semanas, Cleitinho e Medioli estiveram reunidos em Brasília e o senador chegou a apertar a mão do empresário e ex-prefeito de Betim, confirmando que aceitaria tê-lo como companheiro de chapa. Reservadamente, no entanto, a aliados, teria dito que não gostaria de ter Medioli como vice.