Indicado pelo governo de Minas para presidir a Cemig, o engenheiro Márcio Augusto Vasconcelos Nunes pode não assumir o comando da empresa. Embora a indicação tenha sido divulgada ao mercado em Fato Relevante no final de agosto, o nome ainda não recebeu o aval de áreas internas da companhia.
Pelo que O Fator apurou, as áreas jurídica e de governança da Cemig concluíram que Nunes não poderia ser aprovado, neste momento, por questões judiciais.
O Conselho de Administração da Cemig deveria analisar a indicação na reunião marcada para a última sexta-feira (4). O tema, no entanto, foi retirado da pauta antes de ir a votação.
Com o impasse, o governo mineiro passou a considerar a possibilidade de desistir da troca na presidência da companhia. Nesse cenário, Alexandre Ramos poderia continuar como presidente executivo da Cemig.
Outro cenário em vista é encontrar um novo nome para ser indicado à Cemig. Junto com Nunes, o governo também havia dado aval ao advogado Fernando Fagundes, que recusou o convite por motivos pessoais. Nesta quinta-feira (10), também passou a ser ventilado o Diretor Adjunto Jurídico da Copasa, Marco Aurélio Vasconcelos, para o comando da Cemig.
Ainda não há uma decisão final sobre a permanência de Ramos, a aprovação de Nunes ou a indicação de outro nome para o cargo.
Ramos assumiu a presidência da Cemig em maio, após ter presidido a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a CCEE.