A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a retomada antecipada do regime normal de visitas na prisão domiciliar.
Caso o pedido seja negado, os advogados solicitam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e candidato à Presidência, seja autorizado a fazer uma única visita ao pai, de “caráter exclusivamente familiar”. O senador é um dos advogados que assinam a petição.
“Em caráter subsidiário, pugna seja excepcionalmente autorizada, antes do termo final da suspensão determinada em 13.07.2026, uma única visita de Flávio Nantes Bolsonaro ao Peticionário, de natureza exclusivamente familiar”, diz trecho do documento.
A peça foi protocolada nesta segunda-feira (5), um dia depois do primeiro turno. Flávio terminou a votação na frente, com 47,04% dos votos válidos, contra 45,15% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e os dois disputam o segundo turno em 25 de outubro.
O senador está proibido de visitar o pai desde 13 de julho. Moraes suspendeu os encontros por 90 dias depois que Flávio publicou nas redes sociais uma carta escrita por Bolsonaro em seu favor. O prazo termina no próximo domingo (11). No pedido, a defesa afirma que não houve desde julho episódio que justifique a manutenção das restrições.
“Assim, subsidiariamente, diante da proximidade do termo final da suspensão e do caráter estritamente familiar do encontro, requer seja excepcionalmente antecipado o exercício do direito de visita exclusivamente para essa oportunidade, em data e horário a serem previamente informados e ajustados junto ao Núcleo de Custódia da Polícia Militar – NCPM”.
Bolsonaro está preso desde 22 de novembro de 2025 e cumpre pena de 27 anos e três meses por, entre outros crimes, tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente passou pela Superintendência da Polícia Federal (PF) e pela Papudinha, em Brasília.
Desde 27 de março, está em prisão domiciliar humanitária em casa, na capital federal, concedida por Moraes após uma internação. Ele foi quem escolheu Flávio para herdar seu capital político diante da inelegibilidade.