A ex-senadora Kátia Abreu (PT-TO) criticou, nesta quarta-feira (26), as intervenções do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em mineradoras.
Atual conselheira de administração da Sigma Lithium, Abreu acusou a pasta federal de “dar palpite” em fatores técnicos que, segundo ela, cabem à Agência Nacional de Mineração (ANM). As declarações foram dadas em Belo Horizonte, durante a Exposibram 2026, organizada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).
“O Ministério do Trabalho deu para entrar nas mineradoras. Não é para vigiar o bem-estar dos trabalhadores, porque isso é obrigação deles, mas dar palpite em coisa técnica minerária que a agência diz que não tem perigo”, afirmou. “Nós temos que ter limite neste país.”
O plano de fundo da crítica de Abreu está na interdição, pelo MTE, de três pilhas de estéril e rejeito da Sigma Lithium no final do ano passado. As estruturas são fundamentais para a operação da mineradora, nas cidades de Araçuaí e Itinga, no Vale do Jequitinhonha.
No início deste ano, no entanto, fiscais da ANM foram ao complexo da Sigma e constataram que as estruturas estão seguras.
Na Exposibram, Abreu ainda comentou, sem citar a Sigma, a recente suspensão das operações da empresa.
“Agora, tem uma mineradora que vai lá pedir extensão minerária e eles estão cancelando o que deram no passado”, disse, a uma plateia lotada de executivos de mineradoras.
“Então, façam seus contatos parlamentares, não virem as costas para parlamentares, deputados e senadores. Quem não tem aproximação começe a fazer, porque não tem outro jeito de mudar. Precisamos ter nossos parceiros”, acrescentou.