TRE flagra propagandas irregulares de vereador e deputado estadual em BH

Justiça Eleitoral determinou a retirada ou modificação das peças por conta dos problemas
Cristiano Caporezzo à esquerda; Braulio Lara à direita.
Caporezzo e Braulio Lara receberam comunicações do TRE por propaganda eleitoral irregular. Fotos: Guilherme Bergamini/ALMG e Abraão Bruck/CMBH.

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) flagrou duas propagandas eleitorais irregulares em Belo Horizonte. Em decisões judiciais de segunda-feira (24), a Corte determinou a retirada ou a modificação de peças das campanhas do deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL), que tenta uma vaga na Câmara dos Deputados, e do vereador da capital Braulio Lara (Novo), também candidato ao Legislativo Federal — ele nega os problemas (leia mais abaixo).

No caso de Caporezzo, a irregularidade acontece no comitê de campanha dele na Avenida Amazonas, altura do Bairro Calafate, na Região Oeste da capital mineira. Segundo a decisão judicial, adesivos com a frase “Deus, Pátria, Família e Liberdade” — colados no vidro do prédio — “ultrapassam 45 metros quadrados”, tamanho que excede o limite da legislação eleitoral.

Caporezzo tem como comitê eleitoral principal uma instalação em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Como a estrutura da Amazonas é secundária, a propaganda em questão não pode ultrapassar meio metro quadrado.

Quanto a Braulio Lara, a irregularidade, segundo a Justiça Eleitoral, acontece em windbanners instalados na Rua dos Timbiras, no Centro da cidade. Segundo o TRE, as peças não trazem três informações obrigatórias: CPF ou CNPJ do fornecedor do material; CPF ou CNPJ do contratante; e a tiragem.

Em conversa com a reportagem, no entanto, o vereador negou as irregularidades. Segundo ele, a denúncia tinha uma foto de resolução ruim, o que impediu a leitura das informações obrigatórias. “Todos os windbanners tinham CNPJ e tiragem. Ontem (terça-feira, 25) mesmo cumpri a determinação e respondi no processo. Mandei até foto de outras peças para comprovar”, afirmou.

A denúncia contra Braulio foi feita a partir do aplicativo Pardal, canal criado pela Justiça Eleitoral para que o eleitor comunique infrações.

Repórter de bastidores e orientado por dados de O Fator em Belo Horizonte, onde cobre política e mercado. Também é professor da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas, onde leciona disciplina ligada ao jornalismo de dados. Trabalhou por sete anos no jornal Estado de Minas, onde foi repórter e coordenador de jornalismo de dados. Também trabalhou no caderno de política do jornal O TEMPO por dois anos. É master em Jornalismo de Dados, Automação e Data Storytelling pelo Insper.

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