PT e MDB podem avançar nas conversas sobre uma eventual aliança em torno da pré-candidatura do emedebista Gabriel Azevedo ao governo de Minas Gerais. O acordo, entretanto, está condicionado a resultados de pesquisas de intenção de voto encomendadas pelo diretório estadual petista.
Esse foi o conteúdo de sinalização dada pelo presidente nacional do partido de Luiz Inácio Lula da Silva, Edinho Silva, a correligionários mineiros com quem se encontrou nessa terça-feira (9), durante evento partidário em Brasília (DF).
Gabriel e os dirigentes das duas siglas se reuniram na capital federal em 3 de junho. Como O Fator mostrou à ocasião, apesar de terem recebido bem a conversa, correligionários de Edinho afirmaram que o PT seguia tendo como prioridade o lançamento de eventual candidatura própria, conforme resolução interna aprovada no fim de maio.
É essa possibilidade de candidatura própria que servirá de comparação com o desempenho de Gabriel nos levantamentos. Se as pesquisas mostrarem que a viabilidade do emedebista é maior que a de nomes cogitados pelo PT, como o da ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart, as tratativas poderão ganhar corpo.
O PT quer promover os testes nas pesquisas ao longo de junho. Além de petistas e de Gabriel, as sondagens vão incluir ainda integrantes do PSB, que fará uma votação interna para definir quem será o candidato da sigla — estão no páreo o ex-procurador-geral de Justiça de Minas, Jarbas Soares, o ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Julvan Lacerda, o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes, e o ex-senador e ex-vice-governador Clésio Andrade.
Lula também terá peso
A opinião de Lula também terá peso para o PT definir os rumos que tomará em Minas. Como a reportagem revelou, o presidente da República chegou a indicar a colegas de agremiação que, em um cenário sem o senador Rodrigo Pacheco (PSB), gostaria de ter seu palanque encabeçado por uma candidatura própria petista.
A resolução distribuída pelo partido a militantes no fim do mês passado diz ser“inadmissível que, em pleno maio de 2026”, a legenda esteja “esperando por nomes externos”.
O deputado federal Reginaldo Lopes e a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, eram tidos como opções prioritárias, mas já indicaram que não pretendem encampar a empreitada. Foi diante das recusas que Sandra Goulart ganhou força.