A divisão acionária do veículo montado pelos sócios da Aegea para tentar adquirir a Copasa

Equipav, Itaúsa e Fundo de Singapura terão participações relevantes na Livorno, responsável pela proposta
Empreendimento da Aegea no Mato Grosso.
Consórcio de sócios da Aegea quer arrematar a Copasa. Foto: Aegea/Divulgação

O veículo montado pelos sócios da Aegea para apresentar uma oferta pelo posto de investidor de referência da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) terá Equipav, Itaúsa e Fundo Soberano de Cingapura (CIG) com aproximadamente 33% de suas ações. O trio tem participação societária na própria Aegea, a quarta participante do grupo, chamado de Livorno Participações S/A, com 1%.

A Livorno tentará adquirir 30% dos 50,03% detidos pelo governo mineiro na Copasa. A proposta pela compra de uma fatia da estatal foi feita nesta segunda-feira (25).

A estrutura do veículo consta em fato relevante divulgado pela Itaúsa. 

“O capital social da Livorno será detido pelos atuais acionistas da Aegea Saneamento e Participações S.A. (“Aegea”) em aproximadamente 33% cada, os quais integrarão acordo de acionistas com direitos iguais na Livorno. (A) Aegea participará com até 1% do capital social da Livorno”, explicou.

Ao comentar a participação na corrida pela Copasa, a Itaúsa afirmou que a oferta “faz parte da sua estratégia de alocação eficiente de capital, reforçando seu compromisso contínuo com a criação de valor aos acionistas, investidas e à sociedade”. 

A Aegea era, desde o início do ano, cotada para submeter uma proposta pela empresa mineira de saneamento. A companhia privada informou que “não está contraindo qualquer obrigação financeira em razão desta operação”.

O cronograma do processo de desestatização prevê a divulgação, na quarta-feira (27), do vencedor da corrida pela função de investidor de referência. A modelagem com um parceiro âncora ainda contempla a negociação de 15% dos papéis do Executivo estadual de forma fracionada no mercado. O governo ainda manteria 5%.

A estrutura apresentada aos acionistas da Copasa em janeiro ainda tem um plano B, que autoriza a pulverização dos papéis no mercado, dando forma a uma corporation.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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