As executivas nacional e estadual do Republicanos afirmaram, por meio de nota divulgada nesta sexta-feira (7), que a autorização para o senador Cleitinho Azevedo disputar o governo de Minas Gerais nas eleições deste ano só foi concedida depois que o parlamentar reconheceu os erros cometidos durante as negociações, pediu desculpas e assumiu o compromisso de levar a candidatura até o fim.
A direção da sigla, presidida pelo deputado federal Marcos Pereira (SP), também afirmou no comunicado que a mudança de posição foi influenciada pela insistência de deputados e candidatos proporcionais do partido em Minas Gerais em favor de uma candidatura própria ao Palácio Tiradentes.
Como adiantou O Fator, a chapa será formada por Cleitinho e pelo ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão como candidato a vice. Ambos, ao lado de aliados, fizeram o anúncio na noite desta sexta-feira em uma praça de Divinópolis, no Centro-Oeste do estado.
“A decisão foi tomada após o senador reconhecer os equívocos cometidos durante o processo, apresentar formalmente suas desculpas à direção nacional e estadual do partido, à população mineira e às forças políticas envolvidas na construção eleitoral, além de assumir o compromisso definitivo de levar sua candidatura até o fim”, diz trecho do comunicado.
Ainda segundo a nota, o dirigente nacional manteve a decisão de barrar a candidatura enquanto persistiam as incertezas sobre a disposição do senador de disputar o comando do estado. A reavaliação, de acordo com o comunicado, ocorreu apenas diante de “fatos novos, compromissos objetivos” e dos reiterados pedidos feitos pelos candidatos proporcionais da legenda.
“Marcos Pereira manteve sua posição enquanto permaneceram as incertezas. Reavaliou-a somente diante de fatos novos, compromissos objetivos e, sobretudo, dos reiterados apelos dos candidatos a deputado federal e estadual do Republicanos em Minas Gerais, que demonstraram a importância de uma candidatura própria e competitiva ao Governo do Estado para o fortalecimento do projeto partidário e das chapas proporcionais”, afirmou trecho do texto.
O Republicanos também informou que pesaram na decisão o desempenho de Cleitinho nas pesquisas de intenção de voto, em que aparece na liderança, e as manifestações favoráveis à candidatura vindas de diferentes setores da sociedade mineira. Outro compromisso assumido pelo senador, segundo a legenda, foi o de conduzir a campanha sem utilizar recursos do Fundo Eleitoral.
“A decisão está tomada. O Republicanos terá candidato próprio ao governo de Minas Gerais, e Cleitinho Azevedo assume, a partir de agora, a responsabilidade de honrar os compromissos firmados com o partido, seus candidatos, seus aliados e, principalmente, com o povo mineiro. O episódio está encerrado. O momento agora é de olhar para frente e trabalhar por Minas Gerais”, conclui o comunicado.
A resistência
O Republicanos confirmou Cleitinho após semanas de idas e vindas sobre a candidatura ao governo de Minas. A resistência da direção nacional permaneceu até os últimos dias, com alternativas como Falcão e Gleidson Azevedo, ex-prefeito de Divinópolis e irmão gêmeo do senador, chegando a ser avaliadas.
A mudança também ocorreu em meio à definição de outras siglas da direita. O PL definiu o lançamento de chapa própria ao governo de Minas, com o presidente licenciado da Federação das Indústrias (Fiemg), Flávio Roscoe, como candidato ao Palácio Tiradentes.
Já a federação formada por União Brasil e PP anunciou apoio ao projeto de reeleição do governador Mateus Simões (PSD), com Marcelo Aro (PP) pleiteando o Senado. Ele chegou a ser aventado pelo PL e Republicanos para tentar o Executivo em arco de alianças da direita.
Retrospectiva
No fim de julho, o Republicanos comunicou que não lançaria candidato ao governo de Minas após sucessivos adiamentos de uma resposta definitiva de Cleitinho. Na sequência, o senador se reuniu com o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, para tentar reverter a decisão.
Na segunda-feira (3), o partido chegou a publicar um vídeo em que Cleitinho afirmava compreender a decisão e dizia que não disputaria a eleição por causa do período de luto pela morte do irmão, em 18 de julho, e de problemas de saúde na família.
No dia seguinte, porém, durante a convenção nacional do Republicanos, em Brasília, o senador voltou atrás, pediu uma nova oportunidade para disputar o governo e reabriu as negociações. A iniciativa provocou uma reprimenda pública de Marcos Pereira. “Eu seria irresponsável com o povo de Minas em colocar Minas nas mãos de uma pessoa que ora pensa uma coisa e, cinco minutos depois, pensa outra”, afirmou o dirigente.
Veja a nota na íntegra:
NOTA À IMPRENSA
“Republicanos confirma candidatura de Cleitinho ao Governo de Minas Gerais.
O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, decidiu autorizar a candidatura do senador Cleitinho Azevedo ao Governo de Minas Gerais.
A decisão foi tomada após o senador reconhecer os equívocos cometidos durante o processo, apresentar formalmente suas desculpas à direção nacional e estadual do partido, à população mineira e às forças políticas envolvidas na construção eleitoral, além de assumir o compromisso definitivo de levar sua candidatura até o fim.
Marcos Pereira manteve sua posição enquanto permaneceram as incertezas. Reavaliou-a somente diante de fatos novos, compromissos objetivos e, sobretudo, dos reiterados apelos dos candidatos a deputado federal e estadual do Republicanos em Minas Gerais, que demonstraram a importância de uma candidatura própria e competitiva ao Governo do Estado para o fortalecimento do projeto partidário e das chapas proporcionais.
Também foi considerado o desempenho do senador nas pesquisas de intenção de voto e a manifestação de diferentes setores da sociedade mineira favoráveis à sua candidatura.
Cleitinho comunicou ainda que conduzirá sua campanha ao Governo de Minas sem utilização de recursos do Fundo Eleitoral destinados pelo Republicanos.
A decisão está tomada.
O Republicanos terá candidato próprio ao Governo de Minas Gerais, e Cleitinho Azevedo assume, a partir de agora, a responsabilidade de honrar os compromissos firmados com o partido, seus candidatos, seus aliados e, principalmente, com o povo mineiro.
O episódio está encerrado. O momento agora é de olhar para frente e trabalhar por Minas Gerais.
Republicanos
Executivas Nacional e Estadual de Minas Gerais“