Após Tadeuzinho pedir novo texto para PEC da Segurança, Simões diz que ajustes podem ser feitos durante tramitação

Presidente da ALMG afirmou que assinatura da proposta é de competência do Executivo; governador quer sanar vícios em comissão
Tadeu Leite e Mateus Simões
O governador Mateus Simões e o presidente da Assembleia, Tadeu Leite. Foto: Guilherme Bergamini/ALMG

Quatro dias após o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Tadeu Leite (MDB), dizer que o Executivo estadual precisa enviar um novo texto para viabilizar a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre a recomposição salarial anual das forças de segurança, o governador Mateus Simões (PSD) defendeu a tomada de um caminho diferente. 

Nesta segunda-feira (27), Simões afirmou que há condições de os ajustes necessários para retirar possíveis inconstitucionalidades da proposta acontecerem durante a tramitação.

“O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (Doorgal Andrada, do PP), só precisa colocar a PEC em votação. Já disse que, na Comissão Especial, tenho condições de fazer ajustes necessários no texto para romper com qualquer inconstitucionalidade. Quem decide se uma PEC é constitucional ou não não é um deputado isolado e nem a Mesa da Assembleia. Quem decide isso é o plenário”, defendeu, em Belo Horizonte.

Como O Fator antecipou na quinta-feira (23), Tadeuzinho apontou “vício de iniciativa” na atual versão da PEC. A proposição foi encaminhada à Assembleia em 2024 por Câmaras Municipais do estado. Ao defender uma nova redação, o chefe do Legislativo lembrou que a política remuneratória dos servidores estaduais é de competência exclusiva do governo.

“Neste momento, com esse apoiamento que o governador está dando a essa temática, é aguardar que o governo encaminhe uma nova PEC, para que a gente possa corrigir esse vício de iniciativa, essa inconstitucionalidade. Aí, sim, vamos poder dar sequência e iniciar a tramitação desse tema tão importante a todos os servidores públicos do estado”, falou.

Citada por Simões, a Comissão de Constituição e Justiça é a primeira etapa do exame da PEC na Assembleia. Se houver aval do colegiado, o texto segue para a Comissão Especial, formada unicamente para debater a questão. Posteriormente, são necessários dois turnos de votação em plenário, separados por um retorno ao comitê extraordinário.

Após dois anos, o despertar

A PEC das Câmaras Municipais chegou ao Legislativo Estadual em 2024, mas ficou em banho-maria desde então. O tema voltou à tona na terça-feira (21), durante as celebrações do Dia de Tiradentes, em Ouro Preto (Região Central), quando Simões anunciou apoio público à ideia. O tenente-coronel da reserva Domingos Sávio de Mendonça, que redigiu um dos textos justificativos anexados à proposta, recebeu do governador um dos exemplares da Medalha da Inconfidência.

Nesta segunda-feira, Simões afirmou ter orientado os parlamentares da base aliada ao Palácio Tiradentes ao voto favorável à PEC.

O objetivo da PEC é assegurar que o reajuste anual das forças de segurança aconteça por meio de Lei Delegada. Seriam abarcadas a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Militar, a Polícia Civil, a Polícia Penal e os agentes socioeducativos.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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