Lance mínimo em edital da folha do funcionalismo de MG dará ao estado ganho de R$ 3,2 mil por CPF

Governo quer arrecadar ao menos R$ 2,1 bilhões em disputa por contrato previsto para começar em dezembro deste ano
A Cidade Administrativa de Minas
Leilão da folha acontecerá ainda nesta semana. Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

Se vender a folha de pagamentos do funcionalismo estadual pelo lance mínimo do edital lançado no fim do mês passado, o governo de Minas Gerais vai arrecadar cerca de R$ 3,2 mil por cada um dos 671.478 CPFs da carteira bancária apresentada ao mercado. É o que mostra cálculo feito por O Fator a partir de dados presentes nos documentos do pregão.

Marcado para a sexta-feira (19) na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, o leilão prevê oferta mínima de cerca de R$ 2,187 bilhões (R$ 2.187.406.644,35, precisamente).

Segundo os termos da concorrência, o valor médio da folha bruta de pagamentos é de aproximadamente de R$ 4,9 bilhões. Depois dos descontos, o montante gira em torno de R$ 3,5 bilhões. O banco que vencer o pregão também vai assumir a responsabilidade de gerir os pagamentos a fornecedores, que têm média mensal de R$ 2,5 bilhões.

No edital, o Palácio Tiradentes pontua que os valores referentes às médias da folha e dos repasses a servidores têm caráter estimativo, servindo apenas para dimensionar a capacidade operacional exigida. 

De acordo com o governo, os números podem cair ou crescer mais à frente “em função de fatores orçamentários, financeiros, operacionais ou legais, bem como da adesão ou exclusão de órgãos e entidades”. Essas eventuais variações, diz o Executivo, não dão direito a uma revisão financeira do contrato.

O número de CPFs não considera apenas trabalhadores do Executivo, uma vez que a licitação também abrange órgãos autônomos, como a Assembleia Legislativa (ALMG), o Ministério Público (MPMG) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG). 

Vínculos superam CPFs

Ainda de acordo com os dados apensados ao edital, o estado possui 728.961 vínculos funcionais. O número é superior à quantidade de CPFs porque há servidores com mais de uma situação laboral. O universo de vínculos é assim dividido:

  • 417,7 mil ativos;
  • 257,9 mil inativos;
  • 53,3 mil pensionistas.

Desde 2021, a folha mineira é administrada pelo Itaú, em um acordo válido por cinco anos. A intenção do Executivo estadual é que o novo contrato comece a valer em 26 de dezembro deste ano, com término em 2031. Se houver problemas que justifiquem o atraso do início da prestação de serviços, a data de começo do vínculo poderá ser postergada.

“O banco vencedor poderá se instalar nas dependências da Cidade Administrativa (CAMG) e em outras unidades para realizar os procedimentos necessários para a abertura das contas dos servidores ativos (estatutários, contratados, comissionados), servidores inativos, agentes, pensionistas, estagiários e demais empregados públicos”, autoriza o edital.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Leia também:

Lance mínimo em edital da folha do funcionalismo de MG dará ao estado ganho de R$ 3,2 mil por CPF

Governo Zema recusou proposta dos EUA por acordo de mineração semelhante ao assinado por Caiado

STJ nega recurso de réu em ação sobre incêndio que matou três em canavial em MG

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse