Mateus Simões recusa lista dúplice para o comando do MP de Contas, que fará nova votação

Procuradores se reunião na semana que vem para definir a nova versão da relação, que terá de ter três nomes
Desistências em série marcam eleição da lista tríplice do MPC-MG. Foto: Divulgação / AMPCON

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), recusou a lista dúplice enviada pelo Ministério Público de Contas do Estado (MPC-MG) para a definição do procurador-geral do órgão. Em ofício enviado ao MPC-MG, Simões pontuou que a relação precisa ser tríplice. Assim, os procuradores foram convocados para uma reunião na segunda-feira (4) a fim de elaborar uma nova versão da lista.

O edital de chamamento para a nova sessão, publicado na edição desta quinta-feira (30) do Diário Oficial de Contas, é assinado pelo atual procurador-geral do MPC, Marcílio Barenco Corrêa de Melo.

A lista dúplice, definida em 23 de abril, continha os nomes dos procuradores Maria Cecília Mendes Borges e Glaydson Massaria. A terceira vaga não foi definida porque os outros citados durante a votação interna do MPC preferiram não ser mencionados no documento.

Borges terminou o pleito na liderança, com cinco votos, seguida por Sara Meinberg, com cinco, e Cristina Andrade Melo, com quatro. Na sequência, apareceram Massaria (três votos), Elke Andrade Soares (dois) e Daniel Guimarães (um).

O ofício escrito por Simões para rechaçar a lista dúplice lembra que, nos termos da Constituição Federal e da Constituição Estadual, relações do tipo precisam ter três nomes.

Debandada

No momento de elaboração da lista tríplice, entretanto, Meinberg, Melo, Andrade e Guimarães declinaram de compor a relação.

Melo explicou que não se sentiria confortável em constar no texto encaminhado a Simões por já estar na disputa pela vaga do MPC no Pleno do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG). Moura, por sua vez, lembrou já ter sido procuradora-geral por duas vezes e também subprocuradora-geral. Assim, pediu para não ser citada. 

Guimarães, que está na subprocuradoria atualmente, utilizou o mesmo argumento de Moura e advogou em prol da alternância de poder. Ele ressaltou ter ficado quatro anos como procurador-geral e outros cinco como o número dois do órgão.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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