A eleição para a formação da lista tríplice ao cargo de procurador-geral do Ministério Público de Contas de Minas Gerais (MPC-MG), nessa quinta-feira (16), foi marcada por uma sequência de desistências entre os candidatos mais votados e pela necessidade de articulação interna para evitar o envio de apenas uma opção ao governador Mateus Simões (PSD), responsável pela nomeação.
Na votação, a procuradora Maria Cecília Borges liderou com seis votos, seguida por Sara Meinberg, com cinco, e Cristina Melo, com quatro. Na sequência, vieram Glaydsson Massaria, com três, Elke Andrade Soares, com dois, e Daniel Guimarães, com um.
Após a apuração, porém, houve uma série de renúncias. Sara Meinberg abriu mão de integrar a lista. Cristina Melo também retirou a candidatura, sob o argumento de que não seria razoável disputar simultaneamente o cargo de procuradora-geral e uma vaga de conselheira no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG).
Já Glaydsson Massaria renunciou ao mencionar já ter exercido a função por quatro anos, enquanto Elke Andrade Soares afirmou já ter dado sua contribuição como ocupante da função, que exerceu ocupou anteriormente. Daniel Guimarães também desistiu.
Com a debandada, os procuradores iniciaram uma nova rodada de conversas para evitar que apenas um nome fosse encaminhado ao Executivo estadual. Ao final, Maria Cecília Borges e Glaydsson Massaria concordaram em integrar a relação.
O envio está previsto para quarta-feira (22). Nos bastidores, integrantes do órgão atribuem a sucessão de desistências à pressão inerente ao cargo e aos desgastes internos e políticos associados à função de comando do MPC.