MPF vai acompanhar investigação sobre casos de assédio sexual e moral em unidade da PRF em cidade mineira

Caso envolve questionamentos sobre resposta administrativa da corporação e condução de PAD anterior
Denúncia de servidora leva MPF a acompanhar caso de assédio na PRF de Minas. Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) abriu um procedimento para acompanhar a postura da Polícia Rodoviária Federal (PRF) diante de denúncias de casos de assédio moral e sexual na Superintendência Regional da corporação em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A decisão do MPF consta na edição desta segunda-feira (11) do Diário Oficial do órgão.

A abertura do procedimento de acompanhamento é assinada pela procuradora regional dos Direitos do Cidadão, Ludmila Junqueira Duarte Oliveira. Antes, o MPF monitorava a questão por meio de procedimento preparatório.

A apuração teve origem em uma representação formulada por uma das seis servidoras lotadas na Superintendência Regional da PRF em Contagem. Segundo o documento, a denúncia aponta uma possível conduta omissiva da chefia regional diante de episódios de assédio moral e sexual na unidade.

De acordo com a publicação, a funcionária sustenta que a superintendência teria falhado em “coibir, inibir, prevenir e punir” os casos relatados internamente. A portaria também revela questionamentos sobre a condução de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado anteriormente para tratar das denúncias.

Conforme a representação, a investigação não teria seguido as diretrizes do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, inclusive por não contar com uma integrante mulher na comissão responsável pela apuração.

O caso ganhou desdobramentos administrativos. Segundo o documento, a Corregedoria-Geral da PRF instaurou um novo procedimento investigatório sobre os fatos. Posteriormente, a investigação foi avocada pela Corregedoria-Geral da União (CGU), que também abriu um processo para apurar possíveis vícios na condução do PAD original e eventual responsabilização da comissão processante e da autoridade julgadora.

Na portaria, o MPF afirma que acompanhará as medidas eventualmente adotadas pela Polícia Rodoviária Federal para prevenção e combate ao assédio moral, assédio sexual e discriminação no ambiente interno da instituição.

Guilherme Jorgui é jornalista e tem especialização em comportamento eleitoral, opinião pública e marketing político (UFMG).

Guilherme Jorgui é jornalista e tem especialização em comportamento eleitoral, opinião pública e marketing político (UFMG).

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