Oposição a Zema vai tentar emplacar emenda para ampliar recomposição salarial

Acréscimo deve ser apresentado ainda nesta quarta-feira (18), em dia que marca início da tramitação da proposta
O deputado Professor Cleiton
O deputado Professor Cleiton, do PV. Foto: Elizabete Guimarães/ALMG

Integrante da coalizão de oposição ao governador Romeu Zema (Novo), o deputado estadual Professor Cleiton, do PV, prepara uma emenda para tentar ampliar a recomposição oferecida pelo poder Executivo ao funcionalismo público. O Palácio Tiradentes deseja repor o salários em 5,4% por causa de perdas inflacionárias; o parlamentar, por sua vez, defende que a corrosão causada pela inflação demanda aumento de 29,79%.

O Fator apurou que Cleiton apresentará a emenda durante a análise do projeto de lei sobre a recomposição na Comissão de Administração Pública (APU) da Assembleia Legislativa (ALMG). O colegiado marcou, para o fim da tarde desta quarta-feira (18), uma sessão destinada a debater a proposta. O encontro, no entanto, só acontecerá se o texto receber, ainda hoje, aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Segundo o parlamentar, durante o governo de Romeu Zema (Novo), a inflação acumulada foi de 44,47%. Ainda conforme ele, as recomposições concedidas pelo Executivo desde 2019 somam 14,68%. Por isso, o pleito pelos 29,79%.

“Sugerimos a correção do salário de acordo com o IPCA no período, não concedido, como forma do servidor ter, pelo menos, o mesmo poder de compra que tinha antes do governo Zema/(Mateus) Simões (do PSD), o que é lícito e constitucionalmente previsto, além de ser uma justiça ao servidor”, pontua, na justificativa da emenda.

A Comissão de Administração Pública, cabe ressaltar, é de maioria governista, o que deve dificultar a aprovação da alteração.

Governo diz que proposta é superior à inflação de 2025

Integrantes do governo estadual, por outro lado, têm dito que a recomposição de 5,4% representa o limite da capacidade orçamentária do estado, que lida com uma dívida pública superior a R$ 200 bilhões. O vice-governador Mateus Simões, citado por Cleiton, é um dos que encampa o argumento.

Na semana passada, ao encaminhar o projeto de reposição salarial aos deputados estaduais, Zema destacou que o índice proposto está “em patamar superior à inflação acumulada no ano de 2025”, que ficou em 4,26%.

Como O Fator já mostrou, a equipe econômica do Palácio Tiradentes estima impacto orçamentário de R$ 3,4 bilhões neste ano por causa do reajuste. Em 2027, serão mais R$ 3,4 bilhões.

“O índice proposto é superior à inflação de 2025 (IPCA de 4,26%), porém inferior à inflação acumulada desde janeiro de 2024, não havendo ganho real no período ampliado, em conformidade com a Lei Complementar Federal nº 101/2000. Embora as despesas com pessoal estejam acima do limite prudencial de 46,55% da Receita Corrente Líquida, a revisão geral anual constitui exceção admitida pelo art. 22, parágrafo único, da Lei Complementar Federal nº 101/2000”, lê-se em trecho do material, confeccionado pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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