Kakay, discordo de você. Mas, no O Fator, pode escrever se quiser 

Daqui você jamais será banido por defender o que acredita. Só não poderá, nunca, zoar o Galo mais lindo do mundo
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Deparei-me, há pouco, com uma coluna espetacular – ainda que triste pelo motivo – do advogado “seis estrelas” Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, causídico de 11 em cada 10 poderosos enroscados com a Justiça brasileira.

Ele é de Patos de Minas, cruzeirense e militante de esquerda. Só aqui tenho dois motivos para frequentar botecos diferentes dos dele. Sou Galo Doido e um opositor ferrenho das ideias e dos ideais do chamado “progressismo”.

Além do mais, cansei de ironizar e de utilizar, como exemplo do que mais desprezo nessa república bananeira – a proximidade excessiva entre ministros, advogados e réus no STF -, o episódio em que foi protocolizar um documento na Suprema Corte, trajando bermudas.

Em minha causa própria

A coluna a que me referi acima, publicada no Poder 360, traz sua visão sobre dois episódios em que foi banido – palavras dele – de dois veículos de comunicação do país. Confesso que me identifiquei de pronto, pois o mesmo já aconteceu comigo.

Kakay representa, como advogado, algumas pessoas que desprezo. Pensa, como cidadão, de forma quase sempre diametralmente oposta à minha. Mas a censura que lhe foi imposta, apenas por questões políticas, é igualmente abominável para mim.

O jornalista e escritor Diogo Mainardi, certa vez, ao vivo, durante um programa de TV, mandou Kakay TNC. Foi, igualmente, banido da emissora. Não me lembro de Kakay ter-lhe sido solidário. Se foi, ótimo. Se não foi, é lamentável. Pois deveria.

Seja bem-vindo se quiser

Hoje, sou sócio-fundador de um veículo de muito sucesso em BH, este O Fator. Além de uma cobertura jornalística moderna e de primeiríssima qualidade, é um veículo que preza incondicionalmente a pluralidade e a diversidade em seu timaço de colunistas.

À esquerda e à direita, passando pelo centro, todos são bem-vindos e encorajados a expressarem suas opiniões, sempre, obviamente, de forma respeitosa e civilizada. Acreditamos piamente no debate como forma de crescimento e amadurecimento.

Kakay, é o seguinte: para a maioria de seus pensamentos, parafraseio Mainardi – de forma figurativa e simbólica, é claro –  e lhe dirijo um bem-humorado VTNC. Mas, se quiser brindar os leitores de O Fator com seus posicionamentos, a casa é sua.

Daqui você jamais será banido por defender o que acredita. Só não poderá, nunca, zoar o Galo mais lindo do mundo. Nesse campo, sou mais ditador que o Tribunal e que certos ministros que você defende, hehe. 

Ricardo Kertzman é empresário, e há 8 anos milita no jornalismo profissional. Tem passagens pelo jornal Estado de Minas e Portal UAI, com a coluna Opinião Sem Medo; pela revista e site da IstoÉ; pela Rede 98 e a Rádio Itatiaia, como comentarista do Conversa de Redação. Escreve para a revista Encontro e o portal O Antagonista.

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