Supermercados BH compra operações do Bretas em Minas

Operação, que envolve a aquisição de lojas, postos de combustíveis e centro de distribuição, foi confirmada nessa sexta-feira (7)
Foto mostra loja dos Supermercados BH
Acordo entre os Supermercados BH e o Cencosud depende de aval do Cade. Foto: Divulgação

A rede Supermercados BH fechou, junto ao grupo chileno Cencosud, um acordo para a compra de todas as operações da bandeira Bretas em Minas Gerais. Na lista de ativos envolvidos, estão 54 lojas, oito postos de combustíveis e um centro de distribuição. A transação, no valor de R$ 716 milhões, está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A negociação foi confirmada pelo Cencosud nessa sexta-feira (7).

Em comunicado interno, ao qual O Fator teve acesso, o CEO do grupo Cencosud, Rodrigo Larrain, e o CEO e presidente do grupo no Brasil, Emilio Carvalho, explicam que, considerando o cenário competitivo e a estratégia futura da rede chilena no país, a companhia optou por focar as operações em mercados que ofereçam melhores oportunidades de crescimento e rentabilidade.

Apesar da saída de Minas, o Cencosud continuará atuando em solo brasileiro com algumas bandeiras: Bretas, em Goiás (que não entrou na venda para o BH); G Barbosa, Perini e Mercantil Atacado, no Nordeste; Prezunic e SPID, no Rio de Janeiro; e Giga Atacado, em São Paulo.

O Supermercados BH é a maior rede mineira e a quinta maior do Brasil, de acordo com o ranking de 2024 da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Em 2023, a empresa registrou faturamento de R$ 17,38 bilhões, o dobro de sua maior concorrente no Estado, o grupo Martminas, que faturou R$ 9,43 bilhões. Na liderança nacional do setor está o Carrefour, que arrecabou R$ 115,45 bilhões em 2023.

O BH é o maior em Minas também em número de lojas. Em meados de 2024, a empresa possuía 307 unidades em Minas e no Espírito Santo.

Marcelo Freitas é jornalista formado pela UFMG em 1981, com passagem pelos jornais "Diário do Comércio", "Hoje em dia", "O Tempo" e "Estado de Minas". Foi diretor de Comunicação da UFMG, assessor de Comunicação da Câmara Municipal de Belo Horizonte e diretor de Redação do portal de notícias BHAZ. É autor dos livros "A construção do tombamento", sobre o tombamento do centro histórico de Pitangui; "Não foi por acaso", sobre o Massacre de Ipatinga; e "Nós também estivemos na linha de frente", sobre as histórias do jornalismo durante a pandemia.

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