Integrantes do PT mineiro tem comentado reservadamente que o presidente nacional do partido, Edinho Silva, conseguiu um feito raro: unir praticamente todas as correntes da legenda no estado contra ele.
Parte da militância e das lideranças regionais petistas não tem digerido bem as intervenções do cacique nas articulações políticas no estado. O entendimento é de que Edinho concentrou nas instâncias nacionais o debate sobre a construção do palanque local do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tentou atuar inclusive na montagem de chapas proporcionais.
Edinho desembarca em Minas nesta quinta-feira (18) para uma reunião com a direção estadual do PT. Além das discussões sobre a estratégia eleitoral e a respeito de eventuais alianças para 2026, ele participará da apresentação dos números de uma pesquisa encomendada pelo PT para testar opções na disputa pelo governo.
A crítica sobre a pouca participação do PT mineiro nos debates nacionalizados sobre a disputa no estado não é propriamente novidade. Desde o início do ano, componentes da sigla vêm se queixando da situação. O plano A de Lula para Minas era o senador Rodrigo Pacheco (PSB), que descartou concorrer ao Executivo.
Sem ele, há à mesa a hipótese de candidatura própria, mas, como O Fator mostrou mais cedo, esse caminho vem perdendo força. Alternativamente, existem conversas com legendas como o PSB, do ex-procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, e o MDB, de Gabriel Azevedo.
A dúvida entre candidatura própria e composição externa é justamente um dos elementos que embasam as queixas sobre Edinho. Enquanto o presidente nacional tem predileção por apoio a um nome de uma legenda aliada, parte da direção estadual defende a continuidade das conversas por uma opção interna.