Tiradentes: visionário e pioneiro da odontologia brasileira

Que nesta semana de 21 de abril a gente não só lembre sua trajetória, mas reafirme o compromisso com os valores que carregava
Ouro Preto
Panteão da Inconfidência em Ouro Preto (Foto: Ane Souza/Prefeitura de Ouro Preto)

Joaquim José da Silva Xavier foi muito além do herói nacional que aprendemos na escola. Para nós, cirurgiões-dentistas, ele é também uma referência histórica da nossa profissão — um dos primeiros a praticar, com habilidade e engenhosidade, a odontologia em pleno Brasil colonial. 

O apelido Tiradentes não veio à toa. No século XVIII, décadas antes de a profissão ser regulamentada (em 1884), ele já realizava extrações, restaurações, fabricava próteses com materiais como marfim e osso e indicava tratamentos para dor de dente. 

Mesmo sem formação formal — já que a odontologia ainda nem era reconhecida como profissão — ele demonstrava grande conhecimento prático e sensibilidade no cuidado com as pessoas. Mas o legado de Tiradentes não se limita à atuação na saúde. 

Lutou e morreu por um sonho

Ele foi um homem à frente do seu tempo, que defendia um Brasil mais justo e independente, com propostas como a criação de uma república com participação popular, o estímulo à industrialização nacional e o fim dos monopólios da Coroa. 

Sonhava com um país soberano, livre e mais humano. Mais do que atender, ele acolhia. Há relatos de que cuidava dos mais pobres sem cobrar, deixando clara sua compreensão do papel social do cuidado em saúde — algo que ainda hoje deve ser uma das bases do nosso trabalho. 

Hoje, o Conselho Federal de Odontologia e os conselhos regionais reconhecem Tiradentes como patrono da odontologia brasileira. E com razão. Seu legado inspira quem acredita em uma odontologia ética, acessível e comprometida com a população.

Que nesta semana do dia 21 de abril a gente não só lembre a sua trajetória, mas reafirme o compromisso com os valores que ele carregava: coragem, dedicação e compromisso com o povo.

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