O próximo relator do Propag na Assembleia de Minas

Texto-base do arcabouço já tem data para ser analisado por duas novas comissões da Casa
Foto mostra plenarinho da ALMG
Comissão de Administração Pública da ALMG vai analisar texto-base do Propag. Foto: Divulgação/ALMG

Caberá ao deputado Charles Santos, do Republicanos, a tarefa de relatar, na Comissão de Administração Pública (APU) da Assembleia Legislativa, o projeto que autoriza Minas Gerais a deixar o Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e migrar para o Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). A análise do texto-base do Propag está prevista para acontecer nesta terça-feira (27), um dia após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) dar sinal verde à ideia.

A expectativa é que já nesta terça-feira o texto-base de adesão ao Propag também seja avaliado pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) da Casa. Assim, o projeto já estaria pronto para ser votado em 1° turno.

Santos, o relator na APU, é considerado um parlamentar governista. O Republicanos, partido dele, dá sustentação ao Executivo na Assembleia.

Apesar do possível avanço do texto-base, os outros projetos ligados ao arcabouço, como os que viabilizam a federalização da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), não vão seguir para votação na APU neste momento. Embora os documentos já tenham sido votados pela CCJ, o entendimento é que é preciso fazer ajustes pontuais no conteúdo dos textos antes de serem pautados pelo comitê.

O texto-base, por seu turno, é interpretado como um projeto mais urgente e de consenso entre as diferentes alas da Assembleia.

Sem teto de gastos

O pedido de autorização para a saída do RRF rumo ao Propag é de autoria do governador Romeu Zema (Novo). A solicitação chegará à Comissão de Administração Pública sem os trechos que tratam da instituição de um teto de gastos no estado

Contrapartida obrigatória para a participação no Propag, a trava orçamentária foi desmembrada durante a tramitação na CCJ e será apreciada pelos parlamentares como um projeto de lei complementar (PLC) independente.

O teto do Propag  limita o crescimento das despesas primárias à variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mas conta com gatilhos que podem aumentar o estoque de despesas.

Se houver aumento nas receitas primárias, por exemplo, os governos estaduais poderão utilizar 50% do valor referente ao crescimento da arrecadação para incrementar as despesas.

Em caso de superávit arrecadatório, o gatilho aumenta. Assim, 70% da variação real positiva das receitas poderá ser incorporada ao rol de gastos.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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