O Ministério dos Direitos Humanos, chefiado pela mineira Macaé Evaristo, ainda não tomou uma decisão sobre o que fazer com o Memorial da Anistia da UFMG, obra inacabada e parada desde 2016.
Em março deste ano, O Fator revelou que a UFMG devia mais de R$ 14 milhões ao governo federal pela obra inacabada. A prestação de contas foi reprovada, e o governo Bolsonaro recorreu ao TCU para pedir o dinheiro de volta. O governo Lula manteve esse entendimento.
Mais de três anos depois de instaurado o processo e menos de dois meses após a primeira reportagem de O Fator sobre o assunto, o TCU chegou a uma decisão, assando uma pizza em favor de três ex-reitores e dando 90 dias para o governo federal decidir se conclui ou não as obras.
Esse prazo passou a contar a partir da notificação. O TCU informou à reportagem que a notificação foi em 18 de junho, e portanto o prazo é 16 de setembro.
Entre as opções, estão terminar a obra ou entregar o imóvel para a Secretaria de Patrimônio da União.
O ministério disse a O Fator que “atuamos para cumprir os prazos estabelecidos na deliberação do TCU”, sem compromisso com uma das opções.
Em maio, em entrevista à TV Brasil, a ministra Macaé disse que “tá sendo providenciado (sic) (…) a cessão definitiva desse imóvel” para a UFMG.
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