Parte dos 41 vereadores de Belo Horizonte esteve, nesta quinta-feira (2), na sede da prefeitura, para conversar com representantes do Executivo municipal a respeito do projeto que estabelece tarifa zero universal no sistema de ônibus da cidade. O texto pode ser votado em 1° turno nesta sexta-feira (3). A administração municipal argumenta que a implantação das gratuidades é economicamente inviável e tenta convencer parlamentares desse entendimento.
Como O Fator já mostrou, mesmo vereadores que constam na lista dos 22 signatários do projeto de tarifa zero, protocolado em maio, cogitam mudar de ideia. Neném da Farmácia (PMN), por exemplo, já sinalizou que opinará pela rejeição à proposta.
Dono de uma rede de drogarias, o parlamentar explicou a interlocutores que seus funcionários não recebem vale-transporte, ao passo que a proposta prevê a implantação da chamada Taxa de Transporte Público (TTP). Pelos termos da proposta, empregadores com mais de nove funcionários pagariam, a título da TTP, R$ 185,83 mensais por cada trabalhador que exceder o teto de nove.
Para receber aval em 1° turno, o projeto precisa do apoio de ao menos 28 dos 41 vereadores. Nos bastidores, interlocutores fazem cálculos projetando o placar, mas evitam cravar com exatidão o número de posições favoráveis e contrárias.
O clima de incerteza fez, inclusive, com que a vereadora Cida Falabella (Psol) fosse ao Instagram confirmar que, apesar de uma faringite, participará da sessão plenária desta sexta. Por ela estar afastada das atividades políticas em razão de recomendação médica, interlocutores chegaram a recear, nos corredores da Casa, a possibilidade de a contagem de votos pró-tarifa zero sofrer um desfalque.
“Cida está fazendo todo o possível para se recuperar a tempo de cumprir os compromissos artísticos desse fim de semana (com apresentações no MEL – Mulheres em Lutas e no Encontro Latino-Americano de Teatro) e participará da sessão plenária amanhã, dia 03/10, para dar seu voto no PL do Busão 0800”, escreveu a equipe da parlamentar.
