Quem são os presos em operação do MP por fraude em licitações e lavagem de dinheiro em Divinópolis

Ação mira agentes públicos e sócios de empresas envolvidos em fraudes de R$ 37 milhões em contratos
Caminhão da CCR que era alugado pela prefeitura de Divinópolis
CCR, especializada no aluguel de máquinas e veículos, é uma das empresas investigadas na Operação Ghost Machine. Foto: CCR/Redes Sociais

Um ex-secretário da Prefeitura de Divinópolis, um servidor público e dois empresários foram presos preventivamente na manhã desta quinta-feira (12), durante a operação Ghost Machine, deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) na cidade da região Centro-Oeste do estado.

Eles são suspeitos de integrar um esquema de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro ligado a contratos de locação de máquinas do município. Segundo o MPMG, os contratos sob investigação ultrapassam R$ 37 milhões, e o valor pago em propina pode superar R$ 2 milhões.

Entre os presos estão Gustavo Mendes, ex-secretário municipal de Operações e Serviços Urbanos, e Thiago Henrique Pinto dos Santos, operador de máquinas da prefeitura. Ambos são servidores de carreira do município.

Também foram detidos Caio Freitas, engenheiro civil e sócio-diretor da empresa CCR, especializada no aluguel de máquinas e veículos, e Wendell Barbalho, empresário do mesmo segmento.

Conforme apurou O Fator, Gustavo Mendes foi exonerado do cargo de secretário em fevereiro de 2025, após a prefeitura receber denúncias anônimas sobre irregularidades na pasta de Operações e Serviços Urbanos.

As denúncias foram enviadas ao Ministério Público, que instaurou inquérito um mês depois, em março.

“Quando começaram a chegar as denúncias de corrupção, eu pedi uma vistoria na secretaria, exonerei o secretário e enviei o que recebemos para o Ministério Público”, afirma o prefeito Gleidson Azevedo (Novo).

As investigações, conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apontam para um esquema sistêmico de direcionamento de editais e pagamento de propina no âmbito da secretaria responsável por serviços urbanos.

Medições fictícias

Segundo o MPMG, empresas e agentes públicos teriam manipulado processos licitatórios e medições de serviços para simular a utilização de máquinas alugadas, criando registros fictícios que permitiriam o desvio de recursos públicos.

A propósito, o nome da operação, Ghost Machine, faz referência às “máquinas fantasmas”, registradas em medições que serviriam de base para justificar pagamentos indevidos pela administração municipal.

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