Privatização da Copasa: lançamento da oferta deve acontecer ‘antes do fim do segundo trimestre’, diz Safra

Divulgação de documentos referentes à etapa prévia do processo de desestatização animou analistas ligados ao mercado
Estação de Tratamento da Copasa
Governo de Minas busca investidor de referência para ficar com 30% da empresa. Foto: Copasa/Divulgação

O Banco Safra acredita que a oferta subsequente de ações para a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) será lançada “antes do fim do segundo trimestre” deste ano. A expectativa consta em análise divulgada a investidores após a empresa publicar, na quinta-feira (23), o arcabouço documental referente à etapa prévia da desestatização.

De acordo com o banco, a disponibilização do material “reforça a percepção de que a privatização da Copasa (CSMG3) se tornou mais provável”. Além do manual com as regras destinadas a interessados em participar da etapa prévia, foram colocados à disposição dos investidores o modelo do acordo de acionistas, um termo de não concorrência e a cláusula de restrição à transferência de papéis.

“Se a privatização se confirmar, o Safra avalia que o preço-alvo da Copasa pode subir para R$ 80, sustentado por ganhos adicionais de eficiência, maior reembolso de investimentos e redução na taxa de desconto”, pontuou.

Já o Itaú BBA, onde o preço-alvo dos títulos da Copasa está em R$ 55,94, renovou a recomendação para a aquisição de ações.

“Com a publicação das diretrizes para a seleção de investidores estratégicos, vemos a Copasa chegando às etapas finais do processo de privatização”, escreveu o analista Filipe Andrade. 

O que diz o material?

Os documentos da etapa prévia à privatização estabelecem regras como a necessidade de apresentação de uma carta de fiança de R$ 7 bilhões por parte de grupos que consideram assumir a função de investidor de referência da Copasa, que ficará com a fatia majoritária do capital acionário.

O modelo de privatização desenhado pelo Executivo estadual prevê, como caminho prioritário, a entrega de 30% dos 50,03% detidos pelo poder público ao já citado parceiro de de referência. Outros 15% serão disponibilizados para disputa fracionada no mercado, com o Palácio Tiradentes mantendo 5%. 

Além da fiança, o possível investidor estratégico terá de comprovar trajetória com R$ 6,3 bilhões em aportes prévios no setor de infraestrutura. A chamada “Declaração de Histórico de Atuação” abrange, além do saneamento, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, mobilidade urbana e energia (geração, transmissão ou distribuição de energia elétrica, óleo e gás natural).

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