O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) deve se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste sábado (16) ou no domingo (17), no Palácio da Alvorada, em Brasília (DF). A intenção é que o encontro sirva para encerrar as conversas a respeito do futuro político de Pacheco, com uma resposta definitiva ao convite de Lula para que o senador dispute o governo de Minas Gerais.
O Fator apurou que a reunião, apesar de não ser tratada como certa, é tida como provável. Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, Lula já avisou a Pacheco e ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) sobre a possibilidade da conversa ocorrer já no final de semana.
Como mostrou O Fator, durante reunião nesta semana com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, Pacheco sinalizou que não pretende entrar na disputa pelo Palácio Tiradentes. Nos bastidores, integrantes do governo ainda avaliam, porém, que o cenário não está totalmente encerrado.
Segundo fontes, também existe a possibilidade de Edinho e do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, participarem de conversas com Lula após o encontro com Pacheco.
Alcolumbre embaralha cenário
A avaliação é de que, além das indefinições do senador sobre o próprio futuro político, a relação de Lula com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tornou-se mais um obstáculo nas tratativas envolvendo a candidatura em Minas.
Aliados do presidente relatam que Alcolumbre teria tornado insustentável o desgaste com o Planalto após Lula não indicar Pacheco para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
A leitura dentro do governo é de que Alcolumbre atuou, no mês passado, contra o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, durante articulações relacionadas à sucessão no tribunal. Desde então, Lula passou a demonstrar receio sobre o nível de comprometimento político de Pacheco com um eventual projeto do governo em Minas Gerais, diante da proximidade com o amapaense.
Outro episódio que também teria provocado irritação no Planalto envolve articulações recentes de Alcolumbre em favor de Pacheco para uma eventual vaga no Tribunal de Contas da União (TCU). Nos bastidores, aliados do governo afirmam que o presidente do Senado “desrespeitou” ainda mais o petista ao atuar pelo nome do mineiro para ocupar uma cadeira que poderia ser aberta com uma eventual saída antecipada do ministro Bruno Dantas para a iniciativa privada.
Pé no acelerador
O indicativo de Pacheco fez o PT acelerar a discussão sobre alternativas em Minas Gerais.
Entre os cenários em análise estão o lançamento de candidatura própria, o apoio a nomes do PSB, como Jarbas Soares ou Josué Gomes.
Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte, também é aventado. Ao mesmo tempo, setores da federação partidária liderada pelos petistas — composta ainda por PV e PCdoB — defendem uma aproximação a Gabriel Azevedo, pré-candidato do MDB.