A compra de ações feita pelos Fundos Perfin na esteira do processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) foi pequena, garantiram a O Fator fontes a par do assunto. A gestora iniciou o processo de desestatização como a segunda maior acionista da empresa, com cerca de 15%.
Ainda conforme apuração da reportagem, mesmo sem adquirir tantos papéis quanto o inicialmente esperado durante a fase da privatização destinada à compra fracionada de ações do governo estadual, o grupo optou por incrementar a participação por meio da incorporação de títulos disponibilizados no mercado.
Quando resolveu vender a maior parte de sua participação na Copasa, o governo de Minas Gerais reservou 30% para um futuro sócio de referência, posto que será ocupado pela Equatorial, colocando 15% à disposição do mercado. Além da Perfin, se interessaram por porções dessa fatia empresas como a Tenax Capital.
A Equatorial também sinalizou disposição de promover alocação adicional e acenou com o desejo de ficar com mais 12,6%. O plano, porém, não saiu do papel.
Nesta terça-feira (16), integrantes do Palácio Tiradentes vão participar, na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, de um toque de campainha simbólico, para marcar o fim do processo de privatização. O governador Mateus Simões (PSD), por exemplo, já confirmou presença.
Antes do início do processo de venda da Copasa, a Perfin vinha sinalizando nos bastidores o interesse de ser uma espécie de líder do bloco de minoritários da Copasa. A participação começou a crescer gradualmente a partir de setembro do ano passado. Primeiro, eram 5%; depois, cerca de 9,6%; em um terceiro momento, os grupos chegaram a 12,3%, alcançando 15,2% em abril.