Horas antes de prorrogar isenção de vistos, governo Lula se gabou de aumento no turismo

Vistos para turistas dos EUA, Canadá e Austrália foram prorrogados até abril de 2025 após pressão dos setores de aviação e hotéis
Ministro do Turismo, Celso Sabino, em posse com Lula
Ministro do Turismo, Celso Sabino, com Lula: governo omitiu variável importante. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A Secom enviou a jornalistas, por volta das 17h20 desta terça-feira (9), apresentação do Ministério do Turismo celebrando o aumento no número de turistas estrangeiros no Brasil.

Os dados, compilados pela Embratur, não são novos e já haviam sido divulgados em fevereiro. Mostram que o Brasil recebeu 5,91 milhões de turistas estrangeiros em 2023, que deixaram no Brasil uma receita recorde de US$ 6,9 bilhões.

Até aí tudo bem. Só que a Secom e demais páginas do governo têm evitado tocar em algo importante: desde 2019, está valendo isenção de visto para turistas dos EUA, Canadá, Austrália e Japão, isenção determinada unilateralmente pelo governo Bolsonaro.

Dispensar os vistos turbinou e muito o turismo vindo dos EUA.

Além disso, no momento em que a Secom enviou a apresentação, faltavam poucas horas para os vistos voltarem. No fim de março, um vice-líder do governo já havia prometido que Lula adiaria de novo a volta dos vistos, mas desta vez o governo foi “com emoção” e deixou para a última hora.

O decreto adiando (pela 3ª vez) o retorno dos vistos de turismo para americanos foi publicado depois das 9 da noite, quando a isenção estava prestes a virar abóbora. E depois da propaganda da Secom celebrando o crescimento no turismo, omitindo esse fator importante.

A isenção também vale para australianos e canadenses. Já com os japoneses é outra história: Brasil e Japão assinaram acordo em 2023 garantindo isenção para ambos os lados.

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