A opinião do secretário de Fazenda de Zema sobre emenda que ‘amplia’ Propag

Pleito de deputados de Minas para estender rol de contrapartidas de refinanciamento das dívidas será analisado pelo Senado
O secretário de Estado de Fazenda de Minas, Luiz Claudio Gomes
O secretário de Estado de Fazenda de Minas, Luiz Claudio Gomes. Foto: Guilherme Bergamini/ALMG

A possibilidade de o pacote de refinanciamento das dívidas dos estados junto à União incluir, como forma de desconto dos passivos, as atividades dos governos locais em áreas como defesa civil, enfrentamento ao crime organizado e segurança pública, é, a princípio, bem vista pelo secretário de Estado Fazenda de Minas Gerais, Luiz Claudio Gomes. O uso de ações de cooperação federativa para diminuir os débitos passou a constar no Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag) nesta semana, quando o texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados com modificações.

Nesta sexta-feira (13), durante café da manhã com jornalistas, em Belo Horizonte, Luiz Claudio afirmou que o governo mineiro ainda busca entender a extensão da medida. Apesar disso, afirmou que a tendência é que o uso de atividades como a defesa civil para abater a dívida pode trazer benefícios.

“A lógica é a seguinte: se Minas ou Rio Grande do Sul (por exemplo) tem um grande desastre, a União em vez de entrar na rotina de suplementar o orçamento e liberar (recursos) — e a gente sabe que essa chegada de recursos por parte de União é lenta — o Propag prevê que quem está sofrendo pode ter uma ação imediata e descontar aquele custeio da dívida. É um mecanismo novo, que ainda estamos entendendo, mas parece que vai trazer um benefício à população à medida que traz rapidez na resposta”, disse, após questionamento de O Fator.

A emenda que amplia o leque de caminhos para a amortização das dívidas estaduais foi apresentada pelo deputado Pedro Aihara, do PRD de Minas Gerais. Originalmente, o Propag estabelece a federalização de ativos locais como forma de enxugamento dos passivos. 

No caso mineiro, cujo débito já esteve em cerca de R$ 165 bilhões, seria possível, por exemplo, repassar à União o controle de estatais como a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig).

A inclusão definitiva dos atos de cooperação federativa no rol de contrapartidas para a amortização da dívida será analisada na terça-feira (17) pelo Senado Federal. A data marcará a votação das mudanças feitas pela Câmara. Os deputados sugeriram, por exemplo, fixar 31 de dezembro de 2025 como data-limite para a adesão ao arcabouço. Antes, a ideia era dar, como tempo de decisão aos estados, 120 dias contados a partir da publicação da lei.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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