Os setores do PT que se uniram para tentar emplacar pré-candidatura ao governo de Sandra Goulart, ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), já admitem internamente que o movimento perdeu força nas últimas semanas.
Sob reservas, dirigentes da federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) em Minas afirmaram à reportagem que o nome de Sandra deixou de ser cogitado à medida em que as direções nacional e estadual do PT intensificaram as conversas com o PSB, partido do ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares, e com o MDB, cujo pré-candidato é Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH).
No fim de maio, o PT chegou a aprovar ofício interno defendendo a necessidade de construção de candidatura própria ao Palácio Tiradentes. Nessa terça-feira (16), o presidente nacional do partido, Edinho Silva, pontuou que um dos objetivos da resolução é dar peso à sigla nas negociações externas.
“Isso (a resolução sobre candidatura própria) é importante para que o partido não saia na defensiva nas negociações. Mas, claro, vamos dialogar com várias lideranças em Minas — inclusive o MDB”, justificou.
Gabriel Azevedo tenta convencer o PT de que tem mais viabilidade eleitoral e de que o vice ideal seria do PSB. Jarbas Soares, por sua vez, insiste em encabeçar a aliança e, oficialmente, descarta concorrer a vice-governador.
Lideranças do PSB reconhecem internamente, no entanto, que uma composição liderada pelo MDB está longe de ser improvável.
Dirigentes dos partidos que compõem a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), esperam por uma sinalização sobre o assunto durante a visita dele a Minas Gerais nesta sexta-feira (19).
A expectativa, entretanto, é que as negociações quanto à escalação com os nomes e posições da chapa apoiada por Lula em Minas se arrastem até a segunda quinzena de julho, perto do período das convenções.