Como o substituto de Alencar vai votar em projeto de privatização da Copasa

Carlos Pimenta, do PDT, ainda não havia tomado posse durante a tramitação em 1° turno da proposta
O deputado Carlos Pimenta
Carlos Pimenta tomou posse em 4 de dezembro. Foto: Henrique Chendes/ALMG

O deputado estadual Carlos Pimenta (PDT), que ainda não havia tomado posse quando a Assembleia Legislativa (ALMG) votou em 1° turno o projeto de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), disse a O Fator que se manifestará pela aprovação em 2° turno da proposta. A votação final do texto acontecerá nesta quarta-feira (17).

Pimenta tomou posse em 4 de dezembro, dois dias depois da análise em 1° turno do projeto de desestatização. Ele ocupa a vaga que era do também pedetista Alencar da Silveira Júnior, agora conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG).

O novo parlamentar explicou que defende a desestatização de alguns serviços, desde que com posterior fiscalização do poder público. Ele acredita que o Estado deve cuidar, prioritariamente, de áreas como saúde e segurança pública.

Como O Fator já mostrou, a base aliada ao governador Romeu Zema (Novo) acredita na possibilidade de obter cerca de 52 votos favoráveis à privatização — quatro a mais que o piso necessário para o sinal verde ao projeto.

Para onde vai o dinheiro?

A fatia majoritária dos recursos obtidos com a negociação de títulos da Copasa irá para o financiamento de políticas públicas previstas pelo Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). A lei obriga o aporte de um percentual entre 0,5% e 2% dos débitos das unidades federativas em investimentos em áreas como infraestrutura e ensino profissionalizante.

A Secretaria de Estado de Educação, por exemplo, reservou recentemente cerca de R$ 63,4 milhões do orçamento deste ano para cumprir as contrapartidas do Propag.

A parcela minoritária da verba da privatização irá, como adiantou a reportagem, para um fundo voltado ao incentivo à universalização do saneamento.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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