O erro de digitação que assustou aliados de Zema na Assembleia Legislativa

Incidente aconteceu em meio ao processo de coleta de assinaturas para refundar um dos blocos governistas da Casa
O deputado João Magalhães
João Magalhães é o líder do governo Zema na Assembleia. Foto: Rodrigo Vilaça/ALMG

Deputados estaduais que apoiam o governo de Romeu Zema (Novo) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) passaram por um pequeno susto nesta quarta-feira (5). 

O líder de Zema na Casa, João Magalhães (MDB), encaminhou um pedido pela assinatura dos pares em um requerimento para recriar um dos blocos parlamentares de sustentação ao Palácio Tiradentes. Um erro de digitação no conteúdo, entretanto, fez com que deputados entendessem que Magalhães tinha o objetivo de encabeçar a coalizão, o que o faria sair da liderança governista. A confusão foi logo desfeita e o emedebista confirmou aos colegas que seguirá como o líder de Zema no Parlamento.

Com o susto rapidamente superado, os deputados prosseguem com as articulações para recriar os blocos parlamentares da Casa. A cada dois anos, as coalizões precisam ser refeitas. O bloco do MDB, partido de Magalhães, por exemplo, já tem uma defecção: a do PL, que vai atuar como bancada e não comporá nenhum ajuntamento pluripartidário.

Nos últimos dois anos, além de emedebistas e liberais, o bloco, batizado de Avança Minas, teve a participação de representantes de partidos como PSDB, Cidadania, PRD e Solidariedade. A Casa contou, ainda, com outro bloco governista, que tinha, por exemplo, os deputados do Novo.

Enquanto a base governista se reorganiza na Assembleia, certo é que a oposição prosseguirá sem mudanças. O martelo para a continuidade do bloco formado por PT, PCdoB, PV, Rede e Psol já está batido.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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