O retorno de Aécio Neves (PSDB) à disputa pelo Senado Federal gerou a expectativa, no entorno tucano, de atrair o Cidadania, com quem a sigla forma uma federação, para o palanque de Alexandre Kalil (PDT) na disputa pelo governo de Minas Gerais. A direção do Cidadania, contudo, garante que não há qualquer discussão sobre mudar de rumo e crava que o partido não abrirá mão de caminhar com Mateus Simões (PSD) na corrida pelo Executivo.
Ainda conforme apuração de O Fator, PSDB e Cidadania ainda não conversaram sobre um eventual apoio institucional da sigla a Aécio no pleito para o Senado.
Como a reportagem mostrou mais cedo, Aécio sinalizou a lideranças nacionais tucanas que será candidato a senador. Segundo fontes a par do tema, o recalculo só será desfeito se houver resistência em alguma negociação direta com Kalil, uma vez que o cacique do PSDB assumirá papel de destaque na chapa.
Só no papel
A ideia do PSDB de atrair o partido vizinho para o grupo de Kalil ganhou força após prefeitos e lideranças do Cidadania procurarem o ex-governador para defender seu nome ao Senado, alegando a necessidade de uma representação de peso e forte articulação em Brasília.
Como PSDB e Cidadania estão federados, mas hoje ocupam palanques opostos no estado — com os tucanos ao lado de Kalil e o Cidadania com Simões —, a movimentação foi vista como brecha para uma reaproximação.
Apesar da mobilização em favor de Aécio, o Cidadania descarta revisar a postura adotada na corrida ao Palácio Tiradentes.
O aval do Cidadania ao candidato do PSD, cabe ressaltar, terá de ser informal. Por ser majoritário na federação, o PSDB arrastou a outra legenda, no papel, para a chapa de Kalil
A opção do Cidadania por Simões se consolidou após ele assumir compromissos diretamente com os municípios, atendendo a demandas apresentadas pelos prefeitos do partido. Entre as pautas acordadas estão a busca pela universalização da atenção básica de saúde e a garantia do custeio estadual de mais de 50% do Samu.