O sexteto do primeiro escalão de Minas que vai supervisionar execução da repactuação de Mariana

Grupo, que terá status de conselho superior, foi constituído nesta sexta-feira (18)
Bento Rodrigues, distrito de Mariana, destruído pelo mar de lama que desceu da barragem do Fundão
Tragédia destruiu distritos de Mariana e atingiu o Rio Doce. Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Seis integrantes do primeiro escalão do governo de Minas Gerais vão compor um conselho superior criado para supervisionar a aplicação dos recursos repassados ao Executivo estadual no âmbito do acordo de repactuação de Mariana, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro do ano passado. O comitê, presidido pelo governador Romeu Zema (Novo), foi oficializado em ato publicado nesta sexta-feira (18) no Diário Oficial do Estado.

Além dele, vão participar do grupo o vice-governador Mateus Simões (Novo) e quatro secretários de estado. São eles:

  • Marcel Beghini (Secretário-Geral);
  • Marcelo Aro (Governo);
  • Sílvia Litsgarten Dias (Planejamento e Gestão);
  • Luiz Otávio de Oliveira Gonçalves (Casa Civil).

A repactuação pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrida em 2015, foi fechada com R$ 132 bilhões em “dinheiro novo”. Desse montante, mais de R$ 81 bilhões terá de ser direcionado a Minas Gerais.

A comissão liderada por Zema terá, como uma de suas atribuições, a definição das diretrizes que vão nortear a destinação dos recursos pagos por Vale, Samarco e BHP.

O plano do Palácio Tiradentes para a aplicação dos recursos envolve, por exemplo, a duplicação da BR-356, alça de acesso entre a BR-040 e Mariana. Cerca de R$ 2 bilhões da repactuação devem ser repassados à obra viária.

Já para a saúde pública, estão previstos R$ 12 bilhões em investimentos.

A responsabilidade de armazenamento dos repasses da repactuação destinados ao governo do estado será do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). 

O desastre de Mariana deixou 19 mortos, além de danos socioambientais ainda incalculáveis.

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