Bolsonarismo baterá bumbo sozinho em 2026?

Tudo o mais constante, a família Bolsonaro e seus seguidores fanáticos ficarão batendo bumbo sozinhos – entre si – em 2026
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) responde a quatro representações no Conselho de Ética da Câmara
Eduardo Bolsonaro (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

Eu costumo repetir, até com exaustiva frequência, que não confundam direita e/ou anti-lulopetismo com bolsonarismo. Nem todo eleitor de direita ou anti-PT é bolsonarista, ainda que todo bolsonarista seja antipetista.

Uma coisa é não gostar de Lula e das ideias da esquerda. Outra, bem diferente, é apoiar golpe de Estado, ser negacionista, preconceituoso e intolerante. Todos que votaram em Jair Bolsonaro são assim? Não. Apenas os fanáticos.

Pessoalmente, ainda que eu deteste rótulos e caixas, me considero um eleitor de centro-direita. “Mas, Ricardo, você é a favor do Bolsa Família, do casamento entre pessoas do mesmo gênero, da diversidade étnica e religiosa etc.

Sou quem sou

Sim, e isso não me torna alguém de esquerda, ainda que tal espectro ideológico tenha se apropriado dessas pautas. Eu sou – isso, sim! – civilizado, empático, humanista. Até porque, desconheço alguém mais duro do que eu em relação a Lula e ao PT.

Sou a favor da livre iniciativa e do livre mercado. Combato o Estado corrupto, perdulário e corporativista. Quero menos burocracia, menos impostos e menos governo. E não abro mão da democracia, ainda que imperfeita e injusta como a nossa.

Por isso, combato – com o mesmo vigor que ao lulopetismo – o bolsonarismo. Extremos devem ser eliminados do debate político pelo bem da sociedade. Estes pólos capturam o país e impedem a comunhão necessária entre os divergentes.

Acordo à vista?

Estou longe de comemorar a reunião entre Donald Trump e Lula da Silva. Considero-os dois nefastos, politicamente falando. Porém, como brasileiro, torço por algum tipo de acordo. E reconheço o mérito da abertura de diálogo das duas partes.

O que Trump diz, não se escreve. O que Lula diz, não se acredita. Mas os sinais – ao menos até o momento – são positivos. Lembrando que uma tropa de choque de peso entrou em cena: megaempresários brasileiros com negócios bilionários nos EUA.

Se algo minimamente positivo surgir nas relações diplomáticas e comerciais entre Brasil e EUA daqui em diante, a política sairá fortalecida e os arautos do apocalipse, fracassados. Eduardo Bolsonaro, especialmente. E, claro, Nikolas, Tarcísio, Zema e Caiado.

De olho em 2026

No plano federal, sairá ileso Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná. No plano estadual mineiro, ainda que com alguns pequenos arranhões, Mateus Simões. Sobretudo se, de fato, migrar do Novo para o partido de Gilberto Kassab.

Aliás, torço para que isso ocorra. O vice-governador é, sem dúvida alguma, dentre os nomes postos como pré-candidatos ao Tiradentes, o melhor e mais preparado. Os radicais Cleitinho e Nikolas, e o símbolo do retrocesso, Alexandre Kalil, seriam trágicos para Minas.

No PSD, Mateus não estará preso ao bolsonarismo radical, ainda que venha, no segundo turno, cerrar fileiras ao lado deste. Tudo o mais constante, a família Bolsonaro e seus seguidores fanáticos ficarão batendo bumbo sozinhos – entre si – em 2026.

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