O consórcio formado pelos sócios da Aegea terá a concorrência da Equatorial na disputa pela porção majoritária da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A informação, antecipada pelo Valor Econômico, foi confirmada por O Fator.
As propostas foram formalizadas nessa segunda-feira (25). O vencedor será revelado ao mercado na quarta-feira (27). A corrida é por 30% dos 50,03% detidos pelo governo de Minas Gerais na Copasa. O dono da oferta mais vantajosa assumirá o posto de investidor de referência na empresa.
A Equatorial entrou no páreo sem a Sabesp, companhia paulista de saneamento da qual é a controladora. A Sabesp havia se credenciado para disputar os 30% — protocolo que permite a participação da Equatorial —, mas na semana passada indicou que não apresentaria proposta por entender que “existem relevantes oportunidades de crescimento no próprio estado de São Paulo”.
A proposta da Equatorial, contudo, foi precedida por incertezas. Como O Fator mostrou na semana passada, a holding tinha dúvidas sobre a viabilidade da operação.
Três fatias de 33%
Batizado de Livorno Participações, o consórcio que competirá com a Equatorial tem Itaúsa, Equipav e Fundo Soberano de Singapura (GIC). Cada componente do trio, presente no quadro societário da Aegea, ficou com 33% do veículo. A própria Aegea deterá cerca de 1%.
A modelagem com um parceiro âncora ainda contempla a negociação de 15% dos papéis do Executivo estadual de forma fracionada no mercado. O governo ainda manteria 5%.
O Palácio Tiradentes, na condição de majoritário, também desenhou um cenário alternativo, com a negociação total de seus títulos, sem um parceiro de referência. Nessa hipótese, tida como menos provável, haveria a transformação da Copasa em uma corporation.