Minas Gerais concentrou a maior parcela das despesas estaduais do país em segurança pública no primeiro bimestre de 2026. No período, o estado executou cerca de R$ 16,9 bilhões em despesas totais, dos quais 23% foram destinados à área, o maior percentual entre as unidades da federação e acima do observado em funções como educação e saúde.
A diferença chama a atenção. Foram cerca de R$ 3,95 bilhões aplicados em segurança, frente a R$ 2,76 bilhões em educação e R$ 1,46 bilhão em saúde. A distância supera R$ 1 bilhão em relação à educação e mais que dobra o valor direcionado à saúde.
Os dados constam no Relatório Resumido de Execução Orçamentária em Foco dos Estados e do Distrito Federal (RREO em Foco), publicado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O levantamento reúne informações fiscais enviadas pelos estados ao Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi) e permite comparar arrecadação, gastos e endividamento entre as unidades da federação.
No comparativo nacional, o padrão mineiro destoa. Roraima e Rondônia aparecem na sequência, com cerca de 17% das despesas em segurança, enquanto estados com maior orçamento destinam proporções menores. Em São Paulo, a participação é de cerca de 5% e, no Distrito Federal, de aproximadamente 3%.
A diferença também é observada na forma como os estados distribuem os gastos. Em unidades como Bahia e Ceará, a segurança não ocupa a principal posição e fica atrás de áreas como educação e saúde.
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